Democracia & Política
“O ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), fixou nesta semana o prazo de 40 dias para que testemunhas do mensalão “mineiro”, que envolve políticos do PSDB, sejam ouvidas pela Justiça. [Sic! “Mineiro” é a maneira eufêmica esperta adotada pela mídia direitista para esconder que se trata do “mensalão tucano” e nacional (com recursos públicos desviados para destacadas figuras do PSDB e DEM de vários Estados). Com essa camuflagem, a mídia coloca apenas os "mineiros" como os criminosos...].
O valerioduto tucano foi um “suposto” esquema de desvio de recursos públicos e financiamento irregular da campanha eleitoral do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tentava a reeleição em 1998 e perdeu. [A mídia trata como apenas “suposto” e somente cita Azeredo porque é delicada, honesta e ética para com os demotucanos. Para ela, crimes dos demotucanos, até serem "transitados e julgados", isto é, nunca, são apenas “suposições” de mentes petistas sujas que acusam açodadamente...].
Entre os intimados, estão o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PSDB-PE), e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSB-CE), que até 1997 integrou a legenda.
É a última medida de Barbosa na ação penal que investiga o mensalão do PSDB.
Ele assume amanhã a presidência do STF. Como o processo não está finalizado, deixará o caso, que passará a ser conduzido pelo magistrado que assumir seu gabinete.
"COERCITIVAMENTE"
O despacho foi assinado na segunda-feira, 19. Nele, Barbosa autoriza os juízes que devem tomar os depoimentos a "conduzirem coercitivamente as testemunhas" que faltarem às audiências.
O ministro decidiu, também, incluir perguntas formuladas por ele aos depoentes.
Barbosa questiona, por exemplo, se as testemunhas tinham conhecimento de que o empresário Marcos Valério pagava despesas de campanha de Eduardo Azeredo
Na pergunta, cita "indícios" de que houve desvio de dinheiro público no caso. A "suspeita" é que o dinheiro teria saído de estatais mineiras para a SMPB, empresa controlada pelo empresário, "sob a justificativa formal de patrocínio a três eventos esportivos".
Valério é pivô de outro mensalão, o do PT, e já foi condenado pelo Supremo a mais de 40 anos de prisão.
DÍVIDA
No despacho, Barbosa cita outros personagens que aparecem, tanto no mensalão petista, quanto no do PSDB: Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sócios de Valério, a DNA Propaganda, controlada pelos três, e o Banco Rural.
O ministro questiona se as testemunhas "conhecem ou tiveram contato" com os publicitários "tendo em vista que esses três corréus contraíram dívidas no montante de R$ 13,9 milhões através da DNA Propaganda mediante empréstimo no Banco Rural".
O dinheiro, segundo depoimento dos publicitários, "destinou-se ao financiamento" da campanha de Azeredo e de seu vice, Clésio Andrade ao governo mineiro.
Mais tarde, segundo o processo, o Banco Rural [num gesto de grande generosidade para com os tucanos] "aceitou dar quitação" dos R$ 13 milhões por R$ 2 milhões "através de transação judicial".
PRESCRIÇÃO
O mensalão “mineiro” ocorreu em 1998, mas a acusação [ficou inexplicavelmente parada e abafada no Ministério Público e] só foi apresentada pelo procurador-geral da República ao STF em 2007 [nove anos depois !!!]. [Mesmo assim, ao finalmente encaminhar o processo, o PGR Roberto Gurgel sugeriu ao STF arquivá-lo, por se tratar de meros "caixa 2" e já prescritos (lembro que, julgando o "mensalão do PT", a Ministra do STF Carmen Lúcia e outros juízes, diferentemente, bradaram com direito a 'close' no Jornal Nacional que "caixa 2" é crime e grave...)]. Em 2009, o Supremo aceitou a denúncia.
Diferentemente do caso petista, o processo tucano foi desmembrado e apenas Azeredo, que é deputado, e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que têm foro privilegiado, permanecem no STF. [Privilegiadamente, foi desmembrado. Em gesto bondoso, tolerante, magnânimo (negado ao “mensalão do PT", que, assim, perdeu direito a recursos), foi “fatiado” (e isso com voto favorável até do “duro justiceiro" Joaquim Barbosa). Foi disperso no tempo e no espaço infinito das várias instâncias e recursos. Com a mídia, certamente, em “low profile”, o julgamento do mensalão tucano não será cobrado. Se ocorrer, não será acompanhado, e passará despercebido do público. Além disso, nunca, jamais o farão coincidir com épocas eleitorais].
Outros 12 réus [do "mensalão tucano"] são processados em primeira instância.
Um dos acusados, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, presidente do PSB-MG, deverá ser o primeiro envolvido a se beneficiar da [seletivamente bondosa e preguiçosa] lentidão da Justiça. [Lentidão também partidário-seletiva, pois o julgamento do "mensalão do PT" foi antecipado, passou a frente do "mineiro" mais antigo, e sofreu no STF inusitado acelerado processo, impressionantemente coincidindo-o com o processo eleitoral deste ano].
Ao completar 70 anos no próximo sábado, 24, ele [Walfrido dos Mares Guia] poderá requerer a prescrição dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, pelos quais foi denunciado.
Mares Guia era vice-governador à época e coordenava a campanha de Azeredo.”
[Em síntese: apesar de todas essas proteções aos tucanos, se Joaquim Barbosa, agora, como Presidente do STF resolver trazer o processo à tona, estará brincando com fogo. A mídia não o perdoará].
FONTE: reportagem de Mônica Bergamo, na [tucana] “Folha de São Paulo” (http://www1.folha.uol.com.br/poder/1188624-barbosa-da-prazo-para-mensalao-do-psdb.shtml). [Trechos entre colchetes em azul adicionados por este blog ‘democracia&política’].
[Ele não sabe o que o espera. Se não continuar "coincidindo" o seu script com o da mídia, como o fez na Ação Penal 470 direcionada contra o PT, e se agora ousar dar tratamento igual ao "Mensalão Tucano", logo, logo a mídia "esvaziará a bola" dele. Deixará de ser o afagado "super-heroi", o "justiceiro implacável" e passará, rápido, a ser o "complexado", "desqualificado", "desequilibrado" e outros adjetivos piores]
[OUSADIA DE BARBOSA! BRINCANDO COM O FOGO DA MÍDIA, ELE DÁ PRAZO PARA JULGAR O MENSALÃO DO PSDB!]
Por Mônica Bergamo, na [tucana] “Folha de São Paulo”
“O ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), fixou nesta semana o prazo de 40 dias para que testemunhas do mensalão “mineiro”, que envolve políticos do PSDB, sejam ouvidas pela Justiça. [Sic! “Mineiro” é a maneira eufêmica esperta adotada pela mídia direitista para esconder que se trata do “mensalão tucano” e nacional (com recursos públicos desviados para destacadas figuras do PSDB e DEM de vários Estados). Com essa camuflagem, a mídia coloca apenas os "mineiros" como os criminosos...].
O valerioduto tucano foi um “suposto” esquema de desvio de recursos públicos e financiamento irregular da campanha eleitoral do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tentava a reeleição em 1998 e perdeu. [A mídia trata como apenas “suposto” e somente cita Azeredo porque é delicada, honesta e ética para com os demotucanos. Para ela, crimes dos demotucanos, até serem "transitados e julgados", isto é, nunca, são apenas “suposições” de mentes petistas sujas que acusam açodadamente...].
Entre os intimados, estão o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PSDB-PE), e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSB-CE), que até 1997 integrou a legenda.
É a última medida de Barbosa na ação penal que investiga o mensalão do PSDB.
Ele assume amanhã a presidência do STF. Como o processo não está finalizado, deixará o caso, que passará a ser conduzido pelo magistrado que assumir seu gabinete.
"COERCITIVAMENTE"
O despacho foi assinado na segunda-feira, 19. Nele, Barbosa autoriza os juízes que devem tomar os depoimentos a "conduzirem coercitivamente as testemunhas" que faltarem às audiências.
O ministro decidiu, também, incluir perguntas formuladas por ele aos depoentes.
Barbosa questiona, por exemplo, se as testemunhas tinham conhecimento de que o empresário Marcos Valério pagava despesas de campanha de Eduardo Azeredo
Na pergunta, cita "indícios" de que houve desvio de dinheiro público no caso. A "suspeita" é que o dinheiro teria saído de estatais mineiras para a SMPB, empresa controlada pelo empresário, "sob a justificativa formal de patrocínio a três eventos esportivos".
Valério é pivô de outro mensalão, o do PT, e já foi condenado pelo Supremo a mais de 40 anos de prisão.
DÍVIDA
No despacho, Barbosa cita outros personagens que aparecem, tanto no mensalão petista, quanto no do PSDB: Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sócios de Valério, a DNA Propaganda, controlada pelos três, e o Banco Rural.
O ministro questiona se as testemunhas "conhecem ou tiveram contato" com os publicitários "tendo em vista que esses três corréus contraíram dívidas no montante de R$ 13,9 milhões através da DNA Propaganda mediante empréstimo no Banco Rural".
O dinheiro, segundo depoimento dos publicitários, "destinou-se ao financiamento" da campanha de Azeredo e de seu vice, Clésio Andrade ao governo mineiro.
Mais tarde, segundo o processo, o Banco Rural [num gesto de grande generosidade para com os tucanos] "aceitou dar quitação" dos R$ 13 milhões por R$ 2 milhões "através de transação judicial".
PRESCRIÇÃO
O mensalão “mineiro” ocorreu em 1998, mas a acusação [ficou inexplicavelmente parada e abafada no Ministério Público e] só foi apresentada pelo procurador-geral da República ao STF em 2007 [nove anos depois !!!]. [Mesmo assim, ao finalmente encaminhar o processo, o PGR Roberto Gurgel sugeriu ao STF arquivá-lo, por se tratar de meros "caixa 2" e já prescritos (lembro que, julgando o "mensalão do PT", a Ministra do STF Carmen Lúcia e outros juízes, diferentemente, bradaram com direito a 'close' no Jornal Nacional que "caixa 2" é crime e grave...)]. Em 2009, o Supremo aceitou a denúncia.
Diferentemente do caso petista, o processo tucano foi desmembrado e apenas Azeredo, que é deputado, e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que têm foro privilegiado, permanecem no STF. [Privilegiadamente, foi desmembrado. Em gesto bondoso, tolerante, magnânimo (negado ao “mensalão do PT", que, assim, perdeu direito a recursos), foi “fatiado” (e isso com voto favorável até do “duro justiceiro" Joaquim Barbosa). Foi disperso no tempo e no espaço infinito das várias instâncias e recursos. Com a mídia, certamente, em “low profile”, o julgamento do mensalão tucano não será cobrado. Se ocorrer, não será acompanhado, e passará despercebido do público. Além disso, nunca, jamais o farão coincidir com épocas eleitorais].
Outros 12 réus [do "mensalão tucano"] são processados em primeira instância.
Um dos acusados, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, presidente do PSB-MG, deverá ser o primeiro envolvido a se beneficiar da [seletivamente bondosa e preguiçosa] lentidão da Justiça. [Lentidão também partidário-seletiva, pois o julgamento do "mensalão do PT" foi antecipado, passou a frente do "mineiro" mais antigo, e sofreu no STF inusitado acelerado processo, impressionantemente coincidindo-o com o processo eleitoral deste ano].
Ao completar 70 anos no próximo sábado, 24, ele [Walfrido dos Mares Guia] poderá requerer a prescrição dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, pelos quais foi denunciado.
Mares Guia era vice-governador à época e coordenava a campanha de Azeredo.”
[Em síntese: apesar de todas essas proteções aos tucanos, se Joaquim Barbosa, agora, como Presidente do STF resolver trazer o processo à tona, estará brincando com fogo. A mídia não o perdoará].
FONTE: reportagem de Mônica Bergamo, na [tucana] “Folha de São Paulo” (http://www1.folha.uol.com.br/poder/1188624-barbosa-da-prazo-para-mensalao-do-psdb.shtml). [Trechos entre colchetes em azul adicionados por este blog ‘democracia&política’].

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