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A ministra da Família, Kristina Schroeder, chega ao palco de um evento de caridade em Berlim em 15 de dezembro (AFP, Axel Schmidt)


BERLIM — O governo alemão foi levado nesta sexta-feira a se interessar pelo sexo de Deus, depois que uma ministra desencadeou uma espetacular polêmica ao considerar que o neutro poderia ser o gênero utilizado para designar o Todo-Poderoso.

Durante a tradicional coletiva de imprensa dos porta-vozes de cada ministério, um ritual extremamente sério organizado três vezes por semana, o debate teológico-gramatical encontrou um lugar entre a dívida do Chipre e a relação entre Rússia e Europa.

Citando a Bíblia, obras do papa Bento XVI ou o site oficial do Vaticano, o porta-voz da ministra da Família, Kristina Schroeder, concluiu: "Evidentemente, Deus não é nem homem, nem mulher. Tenho mais confiança em um especialista (o Papa) do que naqueles que criticam a ministra".

Em uma entrevista publicada na quinta-feira pelo semanário Die Zeit, a ministra Schroeder, de 45 anos, gerou polêmica ao abordar esta questão quando falava sobre educação.

"É complicado falar de Deus no masculino a sua pequena filha?", perguntou o jornalista. O idioma alemão possui as formas gramaticais feminino, masculino e neutro, e Deus é designado no masculino.

"É simples, cada um deve decidir por si mesmo. O artigo não tem significado", respondeu a ministra, considerando que o neutro seria igualmente correto. Esta resposta desencadeou uma série de críticas de todos os lados, incluindo de aliados de Schroeder no Partido da União Democrata Cristã, o mesmo da chanceler Angela Merkel.

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