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Por Giovana Penatti, de INFO Online
São Paulo - Salim Ismail, diretor-fundador e embaixador global da Singularity University, conhecida como a Universidade da Nasa, veio à Campus Party para falar sobre o futuro.
Pensar o futuro é algo que Ismail faz diariamente em seu trabalho. Todos os anos, jovens do mundo todo que têm desempenho acadêmico extraordinário e vontade de mudar o mundo são escolhidos para passar dez semanas com algumas das mentes mais brilhantes do planeta, discutindo ideias e desenvolvendo soluções para os problemas mundiais. No ano passado, foram quatro mil inscritos para as 80 vagas do instituto.
Um exemplo de criação na Singularity University é um drone que conseguia carregar até dois quilos ao longo de 10 quilômetros. Ele foi usado para levar comida e medicamentos para lugares inacessíveis por terra em regiões alagadas na África. Ismail afirmou que a tecnologia existe para solucionar problemas e evitar guerras, citando o exemplo da falta de água potável em certas regiões do mundo e os conflitos que essa escassez gera.
Como o desenvolvimento tecnológico cresce sempre exponencialmente, diz Ismail, poucos anos depois dessa invenção (os drones) será possível transportar pesos maiores por distâncias mais longas. Para explicar de maneira simplificada como isso ocorre, pode-se dizer que os computadores criados no futuro permitirão fazer máquinas ainda melhores, em menos tempo e com menos custo.
Ou seja, além de aumentar a tecnologia, há a redução do preço desses produtos ao longo do tempo.
Quem assistiu à palestra do embaixador global da Singulatiry University pode ter ficado com a sensação de que, entre as tecnologias recentes, a que mais agrada Ismail é a impressora 3D.
Além de ter sido a escolhida como tema para abrir sua palestra, ele se mostrou um verdadeiro entusiasta dessas máquinas, tanto mostrando exemplos – o cinto que ele usava foi criado por uma impressora – quanto citando processos de criação – como a impressora 3D de 2 mil dólares que, ao ser comprada, precisa imprimir algumas peças para serem usadas nela mesma.
O próximo passo dessa tecnologia, para Ismail, é a impressão de órgãos humanos. E, segundo estimativas feitas por ele, é possível que, em dois ou três anos, isso ocorra. O espaço de “dois ou três anos” foi muito repetido pelo palestrante. Ele deu a entender que esse é o tempo necessário para que, atualmente, uma tecnologia se desenvolva a ponto de se tornar um marco – há décadas e séculos atrás, esse intervalo era muito maior e foi diminuindo naturalmente pelo próprio desenvolvimento tecnológico.
Com a diminuição do custo para o consumidor final, outra possibilidade é encontrada é o “hack” de produtos, criando outras funções para seus componentes diferentes das que foram planejadas pelo fabricante originalmente.
Ismail citou exemplos de mudanças no código genético de bactérias que são possíveis de fazer dentro do próprio quarto. “Eu transformei meu computador, vocês estão transformando a internet, seus filhos transformarão o cachorro da família”, sugeriu.
Empreendedorismo - Para Ismail, não há um momento melhor na história para ser empreendedor do que hoje em dia. Em um dos slides, se lia “economia global falindo; grandes empresas desestabilizadas; governos endividados; criação de empregos e crescimento pelo empreendedorismo são a única solução.”
Além disso, diz Ismail, o acesso à informação e a facilidade de obter investimentos (por exemplo, com sites de crowdfunding) fazem o cenário mundial atual um celeiro de oportunidades para quem deseja ter uma ideia que e mudar o mundo.
“É a geração de vocês que irá arrumar os estragos que minha geração fez. Sem pressão!”,disse à plateia formada por jovens campuseiros. O mesmo slide termina com um apelo de Ismail para incentivar o surgimento de novas ideias geniais: “por favor, sejam loucos!”
Singularity University – Desde 2009, a universidade recebe estudantes do mundo todo (inclusive do Brasil) que tenham ideias para impactar a vida de pelo menos um bilhão de pessoas em dez anos, com caráter humanitário. A partir daí, são criadas equipes interdisciplinares que passam até dez anos desenvolvendo as soluções propostas. Para o grupo deste ano, hoje é o último dia das inscrições.
Por Giovana Penatti, de INFO Online
Divulgação
Salim Ismail, porta-voz da prestigiosa Singularity University
Pensar o futuro é algo que Ismail faz diariamente em seu trabalho. Todos os anos, jovens do mundo todo que têm desempenho acadêmico extraordinário e vontade de mudar o mundo são escolhidos para passar dez semanas com algumas das mentes mais brilhantes do planeta, discutindo ideias e desenvolvendo soluções para os problemas mundiais. No ano passado, foram quatro mil inscritos para as 80 vagas do instituto.
Um exemplo de criação na Singularity University é um drone que conseguia carregar até dois quilos ao longo de 10 quilômetros. Ele foi usado para levar comida e medicamentos para lugares inacessíveis por terra em regiões alagadas na África. Ismail afirmou que a tecnologia existe para solucionar problemas e evitar guerras, citando o exemplo da falta de água potável em certas regiões do mundo e os conflitos que essa escassez gera.
Como o desenvolvimento tecnológico cresce sempre exponencialmente, diz Ismail, poucos anos depois dessa invenção (os drones) será possível transportar pesos maiores por distâncias mais longas. Para explicar de maneira simplificada como isso ocorre, pode-se dizer que os computadores criados no futuro permitirão fazer máquinas ainda melhores, em menos tempo e com menos custo.
Ou seja, além de aumentar a tecnologia, há a redução do preço desses produtos ao longo do tempo.
Quem assistiu à palestra do embaixador global da Singulatiry University pode ter ficado com a sensação de que, entre as tecnologias recentes, a que mais agrada Ismail é a impressora 3D.
Além de ter sido a escolhida como tema para abrir sua palestra, ele se mostrou um verdadeiro entusiasta dessas máquinas, tanto mostrando exemplos – o cinto que ele usava foi criado por uma impressora – quanto citando processos de criação – como a impressora 3D de 2 mil dólares que, ao ser comprada, precisa imprimir algumas peças para serem usadas nela mesma.
O próximo passo dessa tecnologia, para Ismail, é a impressão de órgãos humanos. E, segundo estimativas feitas por ele, é possível que, em dois ou três anos, isso ocorra. O espaço de “dois ou três anos” foi muito repetido pelo palestrante. Ele deu a entender que esse é o tempo necessário para que, atualmente, uma tecnologia se desenvolva a ponto de se tornar um marco – há décadas e séculos atrás, esse intervalo era muito maior e foi diminuindo naturalmente pelo próprio desenvolvimento tecnológico.
Com a diminuição do custo para o consumidor final, outra possibilidade é encontrada é o “hack” de produtos, criando outras funções para seus componentes diferentes das que foram planejadas pelo fabricante originalmente.
Ismail citou exemplos de mudanças no código genético de bactérias que são possíveis de fazer dentro do próprio quarto. “Eu transformei meu computador, vocês estão transformando a internet, seus filhos transformarão o cachorro da família”, sugeriu.
Empreendedorismo - Para Ismail, não há um momento melhor na história para ser empreendedor do que hoje em dia. Em um dos slides, se lia “economia global falindo; grandes empresas desestabilizadas; governos endividados; criação de empregos e crescimento pelo empreendedorismo são a única solução.”
Além disso, diz Ismail, o acesso à informação e a facilidade de obter investimentos (por exemplo, com sites de crowdfunding) fazem o cenário mundial atual um celeiro de oportunidades para quem deseja ter uma ideia que e mudar o mundo.
“É a geração de vocês que irá arrumar os estragos que minha geração fez. Sem pressão!”,disse à plateia formada por jovens campuseiros. O mesmo slide termina com um apelo de Ismail para incentivar o surgimento de novas ideias geniais: “por favor, sejam loucos!”
Singularity University – Desde 2009, a universidade recebe estudantes do mundo todo (inclusive do Brasil) que tenham ideias para impactar a vida de pelo menos um bilhão de pessoas em dez anos, com caráter humanitário. A partir daí, são criadas equipes interdisciplinares que passam até dez anos desenvolvendo as soluções propostas. Para o grupo deste ano, hoje é o último dia das inscrições.

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