Blog do Esmael

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores estudam a possibilidade de divulgar uma Nota Oficial, nesta quinta-feira (20), cobrando do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), a abertura da “caixa-preta” na Urbs e redução na tarifa de ônibus.

Os petistas dizem que uma coisa é a posição de partido, outra bem diferente é a de governo — na qual o PT tem quatro secretarias (Saúde, Cultura, Mulher e Trabalho).

O prefeito Gustavo Fruet (PDT), mesmo correndo o risco de se isolar politicamente, vem sustentando que não reduz o preço da tarifa de R$ 2,85 para R$ 2,60 e da domingueira de R$ 1,50 para R$ 1 — ao mesmo patamar de março, como reivindicam os manifestantes — nem que a vaca tussa.

Nesta semana, ainda de forma tímida, três importantes lideranças da legenda se pronunciaram acerca das manifestações pela redução da tarifa de ônibus.

Na segunda-feira, por exemplo, o presidente do PT curitibano, vereador Jonny Stica, pediu a abertura da “caixa-preta” no transporte coletivo e disse que “o melhor negocio do mundo é ter uma empresa de ônibus na capital paranaense”.

Ontem à tarde, depois de seu filho, Yuri, ter sido preso sob a acusação de participar da invasão ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, durante manifestação pela redução da tarifa, o deputado federal Ângelo Vanhoni, um dos cardeais do PT, afirmou que participará da “2ª Farofada do Transporte”, na sexta 21, em Curitiba, evento que já tem 65 mil confirmações pelo Facebook.

Na noite de ontem, a petista Mirian Gonçalves, vice-prefeita de Curitiba, também emitiu sua primeira opinião sobre as manifestações. Ela criticou “decisões centralizadas, solitárias, ao invés do compartilhamento” neste momento de protestos nas ruas.

A senha para que o PT entrasse na luta pela redução da tarifa foi dada pelo ex-ministro José Dirceu, em artigo reproduzido por este blog na segunda, no qual afirma que as manifestações pela redução no preço das tarifas de ônibus são justas e prevê que elas vão continuar tomando as ruas do país.

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