Matéria Incógnita
Paulo Maurício Machado
PARA QUE BOLSO VAI O DINHEIRO PÚBLICO?
Há 10 anos assistimos a um ininterrupto bombardeio midiático de desmoralização da política. Há que se ter cuidado para não entrar sem espírito crítico nesta onda demagógica. O que há por trás disso?
O fato é que em nome da gestão esqueceu-se da política. Atenção! Isso ocorreu em todo o mundo e faz parte de um paradigma muito bem elaborado pelo capital, principalmente a partir de Reagan e Thatcher.
A gestão, originalmente, deveria ser o instrumento para maximizar a formulação da política. O que vemos, na atualidade, é a política sendo utilizada como instrumento para maximizar a gestão.
Com os novos “choques de gestão”, os governos privatizaram quase todos os serviços de caráter público, enquanto as pessoas acreditavam nas campanhas sobre o Estado mastodonte e ineficiente.
Empresas públicas foram, então, desmontadas e sucateadas para justificar as suas privatizações. Os políticos passaram a ser representantes dos interesses dos entes privados.
No Brasil, o auge desse processo se deu durante o governo tucano de FHC — pronto para retornar com vigor redobrado através de Aécio, Serra ou algum batman “salvador da pátria”.
Enfim, o objetivo dos formuladores do novo modelo neoliberal foi reduzir os governos centrais e transferir para o particular funções de Estado.
Neste sentido, a própria “gestão” dentro dos governos deixou de priorizar serviços essenciais de natureza pública, coisa que só agora muitos percebem.
Com o lema “crescer, crescer e crescer” passou-se a cuidar com exclusividade das condições para favorecer o desempenho das grupos financeiros, grandes indústrias e do agronegócio.
Ou seja, o dinheiro público deixou de ser utilizado para investimentos dos chamados serviços públicos essenciais e microempresas, sendo direcionado para potências do setor privado.
Trata-se do festejado “crescimento” que nos moldes atuais aprofundou desigualdades, aumentou as dificuldades no acesso à educação, saúde e transportes públicos.
Como resultado, tornaram-se precárias as condições de vida para a população, exceto para aqueles que podem pagar pelos caríssimos serviços particulares médico-hospitalares e escolas particulares.
A História terá que ser reformulada, porque apenas mudanças cosméticas gritadas nas ruas não funcionarão. A crise não é de conjuntura — é estrutural!
Leia mais em: http://www.materiaincognita.com.br/entenda-por-que-a-politica-passou-a-representar-o-grande-capital/#ixzz2XpyCCZws
Paulo Maurício Machado
PARA QUE BOLSO VAI O DINHEIRO PÚBLICO?
Há 10 anos assistimos a um ininterrupto bombardeio midiático de desmoralização da política. Há que se ter cuidado para não entrar sem espírito crítico nesta onda demagógica. O que há por trás disso?
O fato é que em nome da gestão esqueceu-se da política. Atenção! Isso ocorreu em todo o mundo e faz parte de um paradigma muito bem elaborado pelo capital, principalmente a partir de Reagan e Thatcher.
A gestão, originalmente, deveria ser o instrumento para maximizar a formulação da política. O que vemos, na atualidade, é a política sendo utilizada como instrumento para maximizar a gestão.
Com os novos “choques de gestão”, os governos privatizaram quase todos os serviços de caráter público, enquanto as pessoas acreditavam nas campanhas sobre o Estado mastodonte e ineficiente.
Empresas públicas foram, então, desmontadas e sucateadas para justificar as suas privatizações. Os políticos passaram a ser representantes dos interesses dos entes privados.
No Brasil, o auge desse processo se deu durante o governo tucano de FHC — pronto para retornar com vigor redobrado através de Aécio, Serra ou algum batman “salvador da pátria”.
Enfim, o objetivo dos formuladores do novo modelo neoliberal foi reduzir os governos centrais e transferir para o particular funções de Estado.
Neste sentido, a própria “gestão” dentro dos governos deixou de priorizar serviços essenciais de natureza pública, coisa que só agora muitos percebem.
Com o lema “crescer, crescer e crescer” passou-se a cuidar com exclusividade das condições para favorecer o desempenho das grupos financeiros, grandes indústrias e do agronegócio.
Ou seja, o dinheiro público deixou de ser utilizado para investimentos dos chamados serviços públicos essenciais e microempresas, sendo direcionado para potências do setor privado.
Trata-se do festejado “crescimento” que nos moldes atuais aprofundou desigualdades, aumentou as dificuldades no acesso à educação, saúde e transportes públicos.
Como resultado, tornaram-se precárias as condições de vida para a população, exceto para aqueles que podem pagar pelos caríssimos serviços particulares médico-hospitalares e escolas particulares.
A História terá que ser reformulada, porque apenas mudanças cosméticas gritadas nas ruas não funcionarão. A crise não é de conjuntura — é estrutural!
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