Dilma Rousseff no lançamento do Mais Médicos, no início de
 julho | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil


O Programa Mais Médicos registrou 18.450 profissionais inscritos até esta sexta-feira (26). Eles terão até domingo (28) para completar o processo de entrega de documentos e escolher as cidades em que querem trabalhar. Os municípios que aderiram ao programa somam 3.511, que apresentam demanda por 15.460 médicos para trabalhar na atenção básica. O governo espera atrair 10 mil profissionais para atender regiões carentes no interior e na periferia das grandes cidades.

Dentre os inscritos, 1.920 se declararam estrangeiros de 61 nacionalidades, cerca de 10% do total. A maioria dos estrangeiros é espanhol, argentino e português. Eles terão até o dia 8 de agosto para entregar os documentos.

No entanto, 8.307 das inscrições apresentaram números inválidos de registros em conselhos regionais de medicina, o equivalente a mais de 45% do total. Perguntado se o dado está relacionado à suspeita de sabotagem ao programa, organizada por meio das redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que entre as inconsistências pode haver casos de erros de digitação e inscrição de profissionais recém-formados, que ainda não têm o registro atualizado nos conselhos regionais de Medicina (CRMs) e podem corrigir os dados até domingo.

O objetivo do Mais Médicos é formar recursos humanos na área médica para o Sistema Único de Saúde (SUS). O programa é instituído por meio de medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff, e regulamentado por portaria conjunta dos Ministérios da Saúde e da Educação.

No dia 1º de agosto, será divulgada a relação de médicos com registro válido no Brasil e a indicação do município designado para cada. Eles terão que homologar a participação e assinar um termo de compromisso até 3 de agosto. A previsão do Ministério da Saúde é qe até 18 de setembro todos os escolhidos dentro do programa estejam atuando no país.

O programa também prevê a possibilidade de contratação de profissionais estrangeiros para trabalhar nas áreas carentes locais, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas por brasileiros. A Associação Médica Brasileira (AMB) entrou na Justiça federal na terça-feira (23) pedindo a anulação do Mais Médicos, criticando a vinda de médicos estrangeiros sem a validação de diplomas e sem comprovação do domínio da língua portuguesa.

O programa também causou polêmica por implantar a obrigatoriedade de dois anos de atuação no SUS para estudantes de medicina. Segundo o governo, as medidas são necessárias devido à grande desigualdade de distribuição dos médicos no país: 22 estados possuem menos médicos do que a média nacional, que é de 1,8 médico para cada mil habitantes.

Com informações da Agência Brasil, do G1 e da Agência Câmara
Sul 21

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