Vera Malaguti Batista, quando se expressa, denuncia a criminalização da pobreza e desvenda as trajetórias das políticas penais no Brasil desde o descobrimento até nossos dias. Ela descreve a política criminal no Brasil e a desumanização trazida pelo neoliberalismo. Comenta a política de segurança pública no governo Brizola, cuja prioridade era a Educação.
Ela esclarece que, com o neoliberalismo, aprofundou-se a demonização da figura do "traficante", o comerciante varejista de drogas. Ela enfatiza que a política criminal instituída pela ditadura, que torturou e matou Bacuri, no governo Médici, comandada pelos Estados Unidos e vigente até hoje, durante o neoliberalismo, recebeu expressiva carga bélica. Ela conta que o Darcy Ribeiro dizia que a cada ciclo econômico, na periferia, correspondia um moinho de gastar gente.
Na revolução mercantilista e, por exemplo, no ciclo extrativista brasileiro, foi um moinho de gastar índios; na mineração, no ciclo da cana-de-açúcar foi um moinho de gastar africanos; na nova agricultura, foi um moinho de gastar imigrantes europeus que vieram ao Brasil. O neoliberalismo, por sua vez, é um moinho de gastar juventude popular brasileira, porque ele trouxe uma política de segurança pública que potencializou a guerra contra as drogas, ao mesmo tempo em que estimula o uso de drogas institucionalizado pelas substâncias da indústria fármaco-química, essa, sim, verdadeiro crime organizado.
Ela destaca que o padrão criminal estadunidense que nos foi impingido a partir da década de 70, na saída do Brasil da ditadura para a "redemocratização", transferiu seu enfoque do inimigo interno, antes, o criminoso político, para o criminoso comum. Agora, dirige-se para a população, para a juventude popular pobre, pela potência política que ela representa, pela quantidade de porvires utópicos que ela desperta para o Brasil.
Este modelo, este estado penal, produziu a criminalização geral das estratégias de sobrevivência, a desmoralização do estado previdenciário. Vera Malaguti Batista comenta que a grande mídia lança, sobre os pobres e os territórios por eles ocupados, um olhar que os transforma em criminosos, maléficos, perigosos...
Ela relata que o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro produziu a última operação no Alemão, com base em conversas que teve na Embaixada dos Estados Unidos, usando as mesmas estratégias de ocupação que foram aplicadas no Iraque.
Vera esclarece a maneira como o projeto das UPPs transforma as periferias e as favelas em campos de concentração, em ocupação militarizada, onde a autoridade militar permite, ou não, o que os moradores podem ver, ouvir ou escutar. A resistência é sempre criminalizada nessas favelas transformadas em ocupações militares, em campos de concentração, com mortes em série...
Documentos vazados do Wikileaks revelaram que o Brasil compra dos Estados Unidos e de Israel sucatas tecnológicas das guerras do Iraque e, ainda, aquelas utilizadas contra os palestinos, como blindados e outros armamentos. No caso do Brasil, o inimigo é o povo brasileiro.
A socióloga fala que no Rio e São Paulo, abundam as chacinas, assassinatos e desaparecimento de pobres, chamados, com eufemismo, de pacificação...
Para que aconteçam os negócios olímpicos transnacionais, ou a Copa do Mundo, há um verdadeiro massacre nas favelas cariocas, com adesão dos Verdes, como, por exemplo, os da Natura!
Aqui, no Rio, somos o penúltimo Estado nos índices de educação, enquanto o governo investe prioritariamente em segurança pública.
Vera se declara uma velha Brizolista e diz que temos que recuperar a pauta da esquerda.
Vera encerra a palestra afirmando que : "A luta contra a prisão e contra a criminalização da pobreza é a luta contra o capital e contra o capitalismo. A classe trabalhadora brasileira está presa fora e dentro das prisões.
Vera Malaguti Batista - Tribunal Popular
Foto: atualidadesdodireito.com.br
Pravda.Ru
Ela esclarece que, com o neoliberalismo, aprofundou-se a demonização da figura do "traficante", o comerciante varejista de drogas. Ela enfatiza que a política criminal instituída pela ditadura, que torturou e matou Bacuri, no governo Médici, comandada pelos Estados Unidos e vigente até hoje, durante o neoliberalismo, recebeu expressiva carga bélica. Ela conta que o Darcy Ribeiro dizia que a cada ciclo econômico, na periferia, correspondia um moinho de gastar gente.
Na revolução mercantilista e, por exemplo, no ciclo extrativista brasileiro, foi um moinho de gastar índios; na mineração, no ciclo da cana-de-açúcar foi um moinho de gastar africanos; na nova agricultura, foi um moinho de gastar imigrantes europeus que vieram ao Brasil. O neoliberalismo, por sua vez, é um moinho de gastar juventude popular brasileira, porque ele trouxe uma política de segurança pública que potencializou a guerra contra as drogas, ao mesmo tempo em que estimula o uso de drogas institucionalizado pelas substâncias da indústria fármaco-química, essa, sim, verdadeiro crime organizado.
Ela destaca que o padrão criminal estadunidense que nos foi impingido a partir da década de 70, na saída do Brasil da ditadura para a "redemocratização", transferiu seu enfoque do inimigo interno, antes, o criminoso político, para o criminoso comum. Agora, dirige-se para a população, para a juventude popular pobre, pela potência política que ela representa, pela quantidade de porvires utópicos que ela desperta para o Brasil.
Este modelo, este estado penal, produziu a criminalização geral das estratégias de sobrevivência, a desmoralização do estado previdenciário. Vera Malaguti Batista comenta que a grande mídia lança, sobre os pobres e os territórios por eles ocupados, um olhar que os transforma em criminosos, maléficos, perigosos...
Ela relata que o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro produziu a última operação no Alemão, com base em conversas que teve na Embaixada dos Estados Unidos, usando as mesmas estratégias de ocupação que foram aplicadas no Iraque.
Vera esclarece a maneira como o projeto das UPPs transforma as periferias e as favelas em campos de concentração, em ocupação militarizada, onde a autoridade militar permite, ou não, o que os moradores podem ver, ouvir ou escutar. A resistência é sempre criminalizada nessas favelas transformadas em ocupações militares, em campos de concentração, com mortes em série...
Documentos vazados do Wikileaks revelaram que o Brasil compra dos Estados Unidos e de Israel sucatas tecnológicas das guerras do Iraque e, ainda, aquelas utilizadas contra os palestinos, como blindados e outros armamentos. No caso do Brasil, o inimigo é o povo brasileiro.
A socióloga fala que no Rio e São Paulo, abundam as chacinas, assassinatos e desaparecimento de pobres, chamados, com eufemismo, de pacificação...
Para que aconteçam os negócios olímpicos transnacionais, ou a Copa do Mundo, há um verdadeiro massacre nas favelas cariocas, com adesão dos Verdes, como, por exemplo, os da Natura!
Aqui, no Rio, somos o penúltimo Estado nos índices de educação, enquanto o governo investe prioritariamente em segurança pública.
Vera se declara uma velha Brizolista e diz que temos que recuperar a pauta da esquerda.
Vera encerra a palestra afirmando que : "A luta contra a prisão e contra a criminalização da pobreza é a luta contra o capital e contra o capitalismo. A classe trabalhadora brasileira está presa fora e dentro das prisões.
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