Internet atinge ponto máximo de superação sobre mídia tradicional; grupo americano Amazon, de Jeff Bezos, maior livraria virtual do planeta, comprou por US$ 250 milhões a Washington Post Co, que edita o diário do mesmo nome; eleito homem de negócios do ano, em 2012, pela revista Fortune, Bezos estabelece o ponto mais nítido de ultrapassagem da mídia eletrônica sobre a tradicional; publicação consagrou-se nos anos 1970, ao revelar o caso Watergate, dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein (acima), que levou o presidente Richard Nixon à renúncia; “Bezos é um genial homem de negócios, tem visão de longo prazo e extrema decência pessoal”, disse o diretor geral Donald E. Graham, da família de fundadores do Post, sobre o negócio; “Resistimos durante anos de dificuldades até encontrar o comprador certo”.

Mais um ícone da imprensa mundial foi dominado pela força econômica que emerge da internet no campo editorial. A Amazon, maior livraria virtual do planeta, fechou, por US$ 250 milhões, a aquisição do jornal The Washington Post, publicação que só rivaliza em importância e influência, dentro dos EUA, com o The New York Times. O negócio foi comandado pelo fundador da Amazon, o bilionário Jeff Bezos.

Pouco antes da informação sobre a compra do Washington Post pela Amazon, outra antiga estrela da mídia de papel dos EUA, a revista Neewsweek, passou para as mãos de um empreendedora da área digital. A semanal de negócios foi adquirida por Ettiene Uzac, co-fundador e diretor executivo da IBT Media (International Business Time Media.

Ainda não foram divulgadas manifestações de Bezos e dos responsáveis pelo Washigton Post em torno do negócio considerado como fechado por informações do mercado.

O jornal americano ficou mundialmente conhecido no início da década de 1970, quando passou a publicar reportagens sobre o caso Watergate, que resultaram na renúncia do então presidente Richard Nixon, envolvido em espionagem sobre um comitê eleitoral do partido democrata, instalado no prédio do mesmo nome.

Abaixo, notícia da Agência Reuters a respeito:

O Washington Post afirmou nesta segunda-feira que vendeu seu principal jornal para Jeff Bezos, o fundador da Amazon.

O valor da transação, que também envolve outros ativos da empresa, é de 250 milhões de dólares.

O acordo, que surpreendeu o mercado, ocorre após o New York Times ter vendido o Boston Globe por 70 milhões de dólares, e é mais uma indicação dos desafios sem precedentes que os jornais têm enfrentado em meio ao declínio de suas receitas.

O presidente do Conselho de Administração e presidente-executivo do Washington Post, Donald E. Graham, cuja família é proprietária do jornal, afirmou que seria melhor para a publicação ter outro dono.

“Eu, assim como Katharine Weymouth e nossos outros diretores, decidimos vender o jornal apenas depois de anos de desafios nos fazerem refletir se outro dono seria melhor para a publicação”, disse Graham.

“A genialidade comprovada de Jeff Bezos no campo da tecnologia e dos negócios, sua abordagem de longo prazo e sua decência pessoal fazem dele um novo dono singular para o Post”, afirmou.

Em carta publicada no site do Washington Post, Bezos prometeu que não haverá mudanças radicais. A Amazon.com será mantida separada do acordo com o Post, segundo o jornal.

Além do The Washington Post, a operação envolve outras publicações, incluindo o jornal Express e os negócios The Gazette Newspapers, Southern Maryland Newspapers, Fairfax County Times, El Tiempo Latino e Greater Washington Publishing.

(Reportagem de Jennifer Saba)

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