Desculpem voltar ao tema, porque parece que é uma discussão menor.
Mas não é.

É o retrato lamentável do que um homem transtornado pelo convencimento de que é um ser humano melhor do que todos os outros é capaz de fazer.

O Dr. Joaquim Barbosa se posta acima da Lei.

Acaba de dizer a O Globo que não tem contas a prestar aos “politiqueiros”. Que abriu a empresa, comprou o apartamento em Miami com o seu dinheiro, mandado para forma “pelos meios legais”.

Quem são os politiqueiros? Os juízes que, através de sua associação, resolveram indagar se é legal que magistrados constituam empresas fora do Brasil e com elas comprem imóveis.

O Dr. Barbosa disse que examinar sua conduta não é atribuição do Conselho Nacional de Justiça, que ele preside e que editou o Código de Ética da Magistratura.

Imaginem o que seria Dilma Rousseff abrir uma empresa na Flórida, com sede no Palácio da Alvorada, sua residência, para comprar um apartamento em Miami!

Mas não Joaquim Barbosa, o super-homem da mídia!

Com ele “é politicagem”.

E acabou-se a questão.

Modestamente, fica a pergunta: quem tem a atribuição de examinar a conduta do Dr. Joaquim?

Ele mesmo?

O presidente de um poder da República não pode comportar-se como se fosse um Rei, ungido por Deus e dono da razão absoluta.

Seria revogar a República e atribuir-lhe o poder absoluto.

Se é o não legal fazer o que a Associação dos Magistrados questiona, não é ele quem terá de responder.

Se é legal, todo servidor público terá o direito de fazê-lo; se não é, ele não poderia tê-lo feito.

É simples assim e isso se chama igualdade perante a lei.

No Brasil não há monarcas, Dr. Joaquim!

Por: Fernando Brito



TIJOLAÇO

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads