IlustraçãoPesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga nesta terça-feira (10) de setembro, em Brasília, mostra que 73,9% da população é a favor da vinda de médicos estrangeiros ao país no programa Mais Médicos, do governo federal. A pesquisa apontou ainda que pelo menos 49,6% dos brasileiros acreditam que o programa Mais Médicos, do governo federal, será capaz de solucionar problemas graves de saúde. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Ainda de acordo com a pesquisa, 62,4% da população pesquisada utiliza o serviço público de saúde, 20,8% o serviço privado e 16,5% usam ambos. A pesquisa aponta também a avaliação dos usuários dos dois sistemas. Sobre o sistema público, 2,7% consideram ótimo, 18% bom, 37,4% regular, 18,6% ruim e 22,9% péssimo.
A avaliação do sistema privado tem índices melhores: 13% consideram ótimo, 45% bom, 34,5% regular, 4% ruim e 2,5% péssimo.
A pesquisa indicará ainda a avaliação dos índices de popularidade do governo da presidente Dilma Rousseff.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, das cinco regiões, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 2013.
A 115ª Pesquisa CNT/MDA questionou também a opinião da população sobre o momento atual da economia brasileira e a percepção a respeito da inflação. A nova rodada apresenta a imagem pública de instituições como Justiça, governo, imprensa, Congresso Nacional, entre outras.
O programa Mais Médicos, do governo federal, seleciona médicos brasileiros formados aqui e no exterior, além de estrangeiros, para atuar em cidades onde faltam esses profissionais.
No último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, em 3 de setembro, 3.016 profissionais haviam feito inscrição no programa, dos quais 1.414 com diplomas em instituições brasileiras e 1.602 com diplomas no exterior. Deste total, no entanto, apenas 951 médicos confirmaram a inscrição, sendo 541 com diploma brasileiro e 410 com formação no exterior.
Os 400 médicos cubanos selecionados para o programa serão distribuídos em sua maioria (364) em 209 municípios do Norte e do Nordeste e em 13 distritos indígenas. Do total, 36 deles serão enviados para trabalhar em 30 cidades das regiões Sudeste e seis na região Sul.
O governo brasileiro espera ainda a chegada de mais 3.600 profissionais cubanos, segundo acordo selado via Opas (Organização Pan-Americana da Saúde, braço da Organização Mundial da Saúde para as Américas).
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