A Dinamarca é o país com a população mais feliz do mundo, afirma o Relatório Mundial da Felicidade 2013, publicado hoje (9) pela ONU. Ele mostra como o bem-estar deve ser um componente importante na medida do desenvolvimento econômico e social do planeta.

A Noruega ficou em segundo e a Suíça em terceiro.

Mas o Brasil não fez feio: está na 24º posição entre os países mais felizes, superando a França (25º) e a Alemanha (26º).

Assim como no último relatório, Togo, Benin e a República Centro-Africana, todos na África subsaariana, ocuparam as últimas colocações.

Os Estados Unidos ficaram em 17º lugar, logo atrás do México.

No relatório, especialistas em economia, psicologia e estatísticas descrevem como as medidas de bem-estar podem ser utilizadas de forma eficaz para avaliar o progresso das nações.

Para o professor Jeffrey Sachs, do Earth Institute, da Universidade de Columbia, responsável pelo estudo e editor do relatório, "existe hoje uma percepção mundial crescente de que a política deve estar alinhada com o que realmente importa para as pessoas". Segundo ele, "cada vez mais os líderes mundiais estão falando sobre a importância do bem-estar como um guia para seus países e o mundo e o Relatório Mundial da Felicidade 2013 oferece evidências de que a medição e análise sistemática de felicidade podem nos ensinar muito sobre as formas de melhorar o bem-estar e o desenvolvimento sustentável do mundo."

O relatório mostra que Portugal caiu da 73ª posição para a 85ª entre os 156 países classificados pelo estudo. Segundo o relatório, a queda de 12 lugares deve-se ao “impacto da crise na zona euro”, que afetou de forma idêntica Grécia, Itália e Espanha.

Lançado pela primeira vez no ano passado, o Relatório Mundial sobre Felicidade 2013 faz uma leitura de dados recolhidos entre 2010 e 2012. As pessoas entrevistadas tiveram de medir, numa escala de 0 a 10, fatores como a família, educação, saúde, esperança de vida, liberdade de escolha, ou ainda capacidade econômica e relações com a comunidade e instituições públicas.

O relatório concluiu que, "apesar de o mundo se ter tornado ligeiramente mais feliz e generoso nos últimos cinco anos”, problemas econômicos e políticos comprometeram a felicidade em alguns países, entre os quais Portugal, Grécia (70º lugar no ranking), Espanha (38º) e Itália (45º), todos da zona do euro.

Além da questão econômica, crises políticas também são apresentadas como uma das principais razões para a limitação da felicidade em países como o Egito, por exemplo.

O Relatório Mundial sobre Felicidade 2013 reforça que o bem-estar deve ser um “componente crítico para a forma como o mundo mede o seu desenvolvimento econômico e social”.

O relatório defende a importância de “equilibrar medidas econômicas para o progresso social com medidas de bem-estar para garantir que o progresso econômico leve a grandes melhorias em vários domínios da vida, e não apenas uma maior capacidade econômica".

A saúde mental é apontada no relatório como um dos fatores prioritários a apoiar, mesmo nos países desenvolvidos. “As pessoas podem estar infelizes por muitas razões, desde a pobreza ao desemprego ou a crise familiares e doenças físicas”, sublinha o documento. “Se queremos um mundo mais feliz, precisamos de um novo acordo sobre a saúde mental.”


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