
Caetano na visita à Mídia Ninja no Rio
Caetano Veloso publicou um mea culpa em sua última coluna do Globo, “Um Dia Aventuroso“. Falou da foto que fez com uma camiseta preta cobrindo o rosto, à guisa de black bloc, tirada numa visita à sede da Mídia Ninja no Rio de Janeiro. Explicou as circunstâncias em que o retrato foi feito. A imagem cumpriu o objetivo de dar o que falar. (O Diário comentou aqui).
“Eu sou apenas um velho baiano mas moro aqui há muitos anos e acho que proibir máscaras numa cidade como o Rio é violência simbólica”, escreveu no jornal. “Agora vejo aqui que eles puseram a foto na rede e logo alguém tuitou que sou oportunista e incito a violência. Não. Entendo que Black Bloc faz parte. Mas nem anticapitalista convicto eu sou. E quero paz”.
Basicamente, ele alega que foi enganado pelos membros da Mídia Ninja/Fora do Eixo. Conta uma história rocambolesca sobre como ele, Sidney (?), Yvonne Maggie e Olga Bronstein foram de metrô à Zona Sul, comeram sashimi e aterrissarem na reunião na UFRJ.
Ninguém tem o direito de se surpreender com Caetano. Em sua vocação para aparecer e para tentar parecer “jovem”, ele se alia ao que acredita ser novidade, com resultados controversos. Mas essa de jogar a responsabilidade nas costas dos “ninjas” não ajuda (sua empresária e ex-mulher Paula Lavigne tascou um animado “ninguém segura Painho!”).
A foto dele fantasiado de black bloc foi publicada na página da Mídia Ninja — e também nos perfis do cantor nas redes sociais, administrados por seus assessores (a mesma equipe que faz o site). Não tem sentido declarar que não sabia onde estava se metendo. Por que, então, o depoimento em vídeo? Se ele não crê na violência, o que estava fazendo com um grupo cuja tática é a depredação? O que significa não ser um “anticapitalista convicto”?
Caetano Veloso foi um Arnaldo Jabor às avessas. (Jabor foi um pouco mais rápido: mudou de ideia a respeito dos manifestantes em 48 horas). Burro, obviamente, ele não é. Talvez apenas seja hora de o velho baiano envelhecer.
Diário do Centro do Mundo
Caetano Veloso publicou um mea culpa em sua última coluna do Globo, “Um Dia Aventuroso“. Falou da foto que fez com uma camiseta preta cobrindo o rosto, à guisa de black bloc, tirada numa visita à sede da Mídia Ninja no Rio de Janeiro. Explicou as circunstâncias em que o retrato foi feito. A imagem cumpriu o objetivo de dar o que falar. (O Diário comentou aqui).
“Eu sou apenas um velho baiano mas moro aqui há muitos anos e acho que proibir máscaras numa cidade como o Rio é violência simbólica”, escreveu no jornal. “Agora vejo aqui que eles puseram a foto na rede e logo alguém tuitou que sou oportunista e incito a violência. Não. Entendo que Black Bloc faz parte. Mas nem anticapitalista convicto eu sou. E quero paz”.
Basicamente, ele alega que foi enganado pelos membros da Mídia Ninja/Fora do Eixo. Conta uma história rocambolesca sobre como ele, Sidney (?), Yvonne Maggie e Olga Bronstein foram de metrô à Zona Sul, comeram sashimi e aterrissarem na reunião na UFRJ.
Ninguém tem o direito de se surpreender com Caetano. Em sua vocação para aparecer e para tentar parecer “jovem”, ele se alia ao que acredita ser novidade, com resultados controversos. Mas essa de jogar a responsabilidade nas costas dos “ninjas” não ajuda (sua empresária e ex-mulher Paula Lavigne tascou um animado “ninguém segura Painho!”).
A foto dele fantasiado de black bloc foi publicada na página da Mídia Ninja — e também nos perfis do cantor nas redes sociais, administrados por seus assessores (a mesma equipe que faz o site). Não tem sentido declarar que não sabia onde estava se metendo. Por que, então, o depoimento em vídeo? Se ele não crê na violência, o que estava fazendo com um grupo cuja tática é a depredação? O que significa não ser um “anticapitalista convicto”?
Caetano Veloso foi um Arnaldo Jabor às avessas. (Jabor foi um pouco mais rápido: mudou de ideia a respeito dos manifestantes em 48 horas). Burro, obviamente, ele não é. Talvez apenas seja hora de o velho baiano envelhecer.
Diário do Centro do Mundo
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