Cantor e compositor explicou sua posição sobre o movimento Procure Saber, que defende autorização prévia para a publicação de biografias; "entendo que alguns artistas, algum cidadão, queira preservar a sua intimidade, não acho que isso seja uma aberração, acho que é um direito", disse ele; "agora, se a lei tá errada, se eu tô errado, tudo bem, perdi"; lição de humildade


247 - Em Paris, onde escreve um novo romance, o cantor e compositor Chico Buarque falou ao jornalista Lucas Neves, colaborador da Folha na França, a quem explicou sua posição sobre o movimento Procure Saber, que defende autorização prévia para a publicação de biografias. "Posso não estar muito bem informado sobre as leis e posso ter me precipitado, mas continuo achando que o cidadão tem o direito de não querer ser biografado", disse ele (leia aqui a íntegra).


No entanto, Chico Buarque reconhece que perdeu o debate. "Parece que essa ideia está perdendo na mídia. O que a gente pretendia era deixar as coisas como estão, no sentido de se poder preservar a privacidade de qualquer cidadão, não me refiro a artista. É uma discussão que é até bom que seja levada adiante, mas não nos termos em que as coisas estão acontecendo. Já virou batalha num nível muito pessoal – e desigual. Não adianta querer dizer que os artistas são famosos. Nós somos pequenos nessa briga. Repito: posso ter me enganado. Eu julgava que eu estava tendo uma posição sensata", afirmou. "Entendo que alguns artistas, algum cidadão, queira preservar a sua intimidade. Não acho que isso seja uma aberração. Acho que é um direito."


O ponto defendido por Chico Buarque é a proteção à intimidade dos artistas, mas ele admite que o debate foi perdido. "Ele [o artista] pode não querer que se fale de um casamento, de algum problema da infância. São problemas que não são levados pelo artista ao público, que ele toma o maior cuidado,quer preservar para si. Acho respeitável. Agora, se a lei tá errada, se eu tô errado, tudo bem. Perdi."



Brasil 24/7

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads