A Rússia é a segunda maior exportadora de armas no mundo, só perde para os Estados Unidos.

Sua indústria bélica supre, principalmente, exércitos da Ásia, Oriente Médio e África.
De uns anos para cá, porém, os russos têm tentado ingressar no mercado latino-americano, essencialmente comprador das armas americanas.
O Peru foi o primeiro país da região a se abastecer dos equipamentos russos, na verdade, ainda soviéticos, pois eles foram adquiridos na década de 70.
O Brasil só recentemente adquiriu produtos russos para suas forças armadas, os helicópteros Mi-35, que já se encontram em uso pela Força Aérea Brasileira.
Com isso, as forças armadas brasileiras quebraram um tabu, mas, principalmente, inauguraram uma nova fase em sua existência, na qual deixam de lado o ranço ideológico da guerra fria, para privilegiar o aspecto técnico/operacional de suas escolhas.

Sites noticiosos russos informam que uma delegação do país veio ao Brasil oferecer às autoridades um daqueles negócios que só surgem uma vez na vida: o convite para a coprodução do T-50, um caça de quinta geração, ou seja, uma máquina com a mais moderna tecnologia existente no mundo.
A aeronave, fabricada pela Sukhoi, concorre com os caríssimos caças americanos F-35 Lightning e F-22 Raptor e com o chinês J-20, ainda em desenvolvimento.
Os russos também oferecem ao Brasil o excepcional Su-35, que não se sabe por que, não concorre na última fase do programa FX-2, que objetiva a compra de 36 caças para a modernização da FAB - os concorrentes são o americano F-18, da Boeing; o francês Rafale, da Dassault; e o sueco Gripen, da Saab.
Os americanos, depois que foi descoberto que eles têm, sistematicamente, espionado empresas e o próprio governo brasileiro, correm o sério risco de serem alijados da disputa.
O pacote oferecido pelos russos traz inúmeras vantagens para o Brasil.
A principal delas é a oportunidade de as empresas brasileiras do setor aéreo e militar darem um enorme salto de qualidade se participarem da produção do Sukhoi T-50.
A Índia, que mantém laços estreitos com a Rússia, já desenvolve o avião, conjuntamente.
Empresas brasileiras, como a Odebrecht, já viram que se aliar à Rússia pode ser um ótimo negócio: o grupo planeja criar uma parceria com a estatal Rostekh para a montagem, manutenção e reparação de helicópteros russos e outros produtos militares e civis no Brasil.
É como se dizia antigamente: o cavalo está passando arreado pela nossa frente e só depende de nós montá-lo.

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