Cerca de quarenta pessoas participaram neste sábado (22), em Porto Alegre, de uma marcha que pedia intervenção militar no país. No ano em que se completa 50 anos do golpe que instalou uma ditadura no Brasil, diversas cidades receberam atos pedindo o retorno das forças armadas ao poder. O evento foi intitulado Marcha da Família com Deus pela Liberdade — o mesmo nome da marcha que antecedeu a derrubada de João Goulart em 1964.
Na capital gaúcha, dentre os presentes estavam cerca de dez homens de cabelo raspado e jaquetas pretas. Em uma delas, podia-se ler a palavra “Carecas” com uma bandeira do Brasil embaixo, provável alusão ao grupo skinhead Carecas do Brasil, que atua no Rio de Janeiro. O cartunista Carlos Latuff foi hostilizado por eles ao fotografar o grupo. De acordo com ele, os homens o ameaçaram e também tentaram impedir outra jornalista e um cinegrafista de captarem imagens suas.
Em contrapartida, cerca de 30 pessoas saíram do assentamento urbano Utopia e Luta para realizar uma contra-marcha em frente ao Comando Militar do Sul, local onde a manifestação foi encerrada. O ato que pedia a intervenção militar saiu da frente da Prefeitura por volta das 15h, e era composto principalmente por adultos e idosos de classe média e alta. A marcha não teve acompanhamento policial.

Manifestantes adultos e idosos se reuniram no centro de Porto Alegre | Foto: Carlos Latuff
Marcha terminou em frente ao Comando Militar do Sul | Foto: Carlos Latuff
Manifestante critica governo federal | Foto: Carlos Latuff
Uma das faixas ligava o governo PT com o comunismo | Foto: Carlos Latuff
Pequeno grupo não queria ser fotografado. À direita, homem com a palavra “Carecas” na jaqueta | Foto: Carlos Latuff
Eles ameaçaram o cartunista, que fotografou o grupo | Foto: Carlos Latuff
Sul 21

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