Presidente venezuelano afirmou que vice norte-americano, Joe Biden, tentou fazer lobby contra Caracas durante posse de Bachelet, no Chile
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira (14/03) que os Estados Unidos assumiram “a liderança aberta” de um plano para derrubá-lo. Segundo ele, há informação direta de chefes de Estado que altos funcionários do governo dos Estados Unidos, como o vice-presidente Joe Biden, estão fazendo lobby contra o país sul-americano.
“Já é evidente, os Estados Unidos assumiram a liderança aberta do derrocamento do governo da Venezuela, é assim. O governo dos EUA neste momento é refém das políticas do lobby republicano e dos lobbies de direita de Miami. Houve lobby como não se via há não sei quanto tempo”, expressou o chefe de Estado em coletiva de imprensa realizada no Palácio de Miraflores.
Agência Efe

Segundo Maduro, Biden fez críticas em diversas reuniões de que participou no Chile, na posse de Michele Bachellet. “O continente saiu como um só para lhe dizer: deixem quieta a Venezuela, tirem suas mãos da Venezuela”, disse. “Estão levando o presidente [Barack] Obama a um abismo, vai se chocar com a Venezuela e vai acabar de se isolar contra toda América Latina e o Caribe”, considerou.
Maduro disse ainda que se tentou mostrar os protestos venezuelanos como uma “Primavera Árabe”, mas que a primavera venezuelana se deu em 1989, na onda protestos contra o pacote de medidas neoliberais de Carlos Andrés Pérez, conhecida como “Caracaço”, e na constituinte realizada no início do governo de Hugo Chávez, que levou à elaboração da nova Constituição do país.
Mais cedo, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, disse que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, era o principal alentador da violência nas manifestações que se registram no país há um mês e o denunciou como “assassino do povo venezuelano”. “Não vamos baixar o tom com nenhum império enquanto vocês não ordenarem a seus lacaios na Venezuela o cessar da violência contra o povo”.
O Departamento de Estado dos EUA, por meio de sua porta-voz Marie Harf, declarou posteriormente que os funcionários venezuelanos que atribuem a Washington a onda de protestos “estão faltando descaradamente com a verdade” sobre o que está acontecendo no país sul-americano. Kerry tinha afirmado, na última quarta, que os EUA estavam dispostos a aplicar sanções contra a Venezuela ou invocar a Carta Democrática Interamericana da OEA (Organização das Nações Unidas).
O secretário de Estado disse, no entanto, que ainda confiava que outros países da região assumissem um papel “mais ativo” para influenciar no avanço do diálogo entre o governo e a oposição.
Opera Mundi
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