Jornal GGN
 – O mundo finalmente começa a tentar regular a mídia mais livre do planeta, criando o mínimo de regras para dar fim ao conceito de “terra de ninguém” geralmente atribuído à Internet. Ao mesmo tempo em que há a preocupação de por limites, também há o de não permitir o empoderamento na rede – a chamada governança. É com o propósito que acontece, a partir desta terça-feira (22), em São Paulo, e em eventos paralelos em outras parte do mundo, o ArenaNETmundial.

O evento pretende promover “discussões fundamentais para garantir uma internet livre, colaborativa, democrática e plural”, de acordo com a organização, que é gerido no Brasil pela Secretaria-Geral da Presidência da República e Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O evento vai contemplar três dias de debates e uma série de outras atividades sobre visões e vivências de uma sociedade hiper-conectada.

As atividades acontecem no Centro Cultural São Paulo, com entrada livre, e possibilidade de acompanhar tudo ao vivo pela internet. A abertura acontece a partir das 19h desta terça-feira, com o primeiro de uma série de nove “diálogos”.

O mais importante dos diálogos, atualmente em pauta no Congresso, é o Marco Civil da Internet. Participam do debate o deputado federal e responsável pela relatoria do Marco Civil, Alessandro Molon; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; a diretora-geral do Coletivo Digital, Beá Tibiriçá; Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro, e Bia Barbosa, jornalista e integrante do Coletivo Intervozes. A mediação será de Marcelo Branco.

O evento prevê ainda a realização de atividades culturais, como shows e outras apresentações artísticas e de cunho educativo. O primeiro dia de evento, por exemplo, será encerrado com a apresentação de Tom Zé, às 21h. O show é gratuito, e os ingressos podem ser apanhados a partir das 18h, no próprio local.

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