Conselheiros afirmam que o presidente do órgão negou acesso à informação sobre o processo de mudança de sede do Conselho Nacional de Justiça; eles deixarão o edifício do Supremo Tribunal Federal para dois prédios em Brasília que, segundo alegam, não têm condições mínimas de segurança para recebê-los; integrantes do CNJ dizem ainda não ter acesso aos custos da reforma dos espaços, que segundo o CNJ, custará R$ 12 milhões; um deles aponta que Joaquim Barbosa comete "improbidade administrativa" ao rejeitar pedidos de informações


Brasília 247 – Os membros do Conselho Nacional de Justiça estão irritados com o presidente do órgão, Joaquim Barbosa, que tem rejeitado informações sobre a mudança de sede do CNJ, hoje instalado no edifício do Supremo Tribunal Federal, para outros dois prédios em Brasília.

Os conselheiros alegam que os novos prédios não têm condições mínimas de segurança para receber os funcionários. Mas, ao pedir informações a respeito dos locais, receberam resposta negativa do ministro, que também é presidente do STF. Leia mais detalhes sobre os prédios em matéria publicada anteriormente pelo 247.

Em fevereiro, um memorando pedindo a prorrogação da mudança enviado pela ministra Maria Cristina Peduzzi foi rejeitado por Joaquim Barbosa. Um dos ministros, segundo matéria da Folha de S. Paulo deste domingo, chega a acusá-lo de "ato de improbidade administrativa nos termos da Lei de Acesso à Informação".

Os conselheiros dizem também que não têm acesso aos custos das reformas que estão em andamento nesses prédios. Segundo o CNJ, a obra nos dois edifícios terá um custo de R$ 12 milhões. De outro lado, aliados de Barbosa acusam os críticos de estarem resistentes à mudança por conta da "perda de status" ao deixarem o prédio do STF.

247


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