O presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, é cúmplice da matança que o exército de Israel está perpetrando em Gaza, que já provocou a morte de pelo menos 410 pessoas e três mil feridos, a esmagadora maioria dos quais civis, segundo fontes concordantes [nesta quarta-feira (23), já são mais de 650 pessoas mortas].
Por Christopher Wadi, de Gaza para o Jornalistas sem Fronteiras
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| Reuters - A ofensiva de Israel, intitulada "Margem Protetora", foi lançada oficialmente em 8 de julho por Netanyahu. |
“A responsabilidade dos Estados Unidos da América por ações israelenses deste tipo está sempre implícita, devido à sua chamada ‘indestrutível aliança’, mas Barack Obama fez questão de manifestar expressamente o apoio a esta chacina”, afirma Jarallah, membro dos serviços da Agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.
Jarallah é pseudônimo, por motivos óbvios. No entanto, a nossa fonte explica que a escolha deste nome é uma homenagem a alguém bem real, “um homem bom que prestava serviços sociais, escolares e humanitários às crianças do campo de refugiados de Qalandia, na Cisjordânia, e que as tropas israelenses assassinaram em 1990, durante a primeira Intifada. Jarallah está vivo no trabalho que somos obrigados a continuar porque os cruéis métodos israelenses se mantêm os mesmos, ano após ano”.
Em conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Barack Obama manifestou o seu "forte apoio ao direito de Israel se defender”. O presidente dos Estados Unidos declarou que “apoia os esforços militares israelenses para garantir que não sejam feitos mais disparos contra o seu território” e manifestou “compreensão pela decisão de as operações em curso terem a ver com os túneis, pelo que esperamos que Israel continue a abordar este processo de uma maneira que minimize as perdas humanas”.
“Mais de 400 mortos, três mil feridos em 11 dias, é o que se chama ‘minimizar’ as perdas humanas”, alega Jarallah. “Em vez dos túneis, os alvos são hospitais, residências familiares, instalações de abastecimento de água, de energia elétrica e escolas”, diz o membro da UNRWA.
“Entre as vítimas humanas, entre mortos e feridos centenas são crianças e adolescentes”, acrescenta, “pelo que creio chegada a altura de a opinião pública mundial se mobilizar para conseguir colocar dirigentes como Netanyahu, o presidente Shimon Peres, o chanceler Avigdor Lieberman, Obama e outros que apoiem esta barbárie sob a alçada do Tribunal de Haia. Isto é um crime contra a humanidade e os seus autores e apoiantes são assassinos”, afirma Jarallah.
Fonte: Jornalistas sem Fronteiras
Portal Vermelho

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