Construção contou com cerca de 14 mil trabalhadores, sendo que 67 deles morreram
O túnel ferroviário do Simplon, sob os Alpes, liga a cidade suíça de Brigue, no cantão de Valais, à Isolla no Piemonte, Itália. O local comporta duas galerias e mede 19,823 km.
Inaugurado em 16 de julho de 1906, permaneceu como o túnel ferroviário mais longo do mundo até 1982, superado hoje pelo túnel Seikan, sob o estreito de Tsugaru, no Japão, atualmente utrapassado pelo túnel da base de São Gotardo (Suíça), com 57 quilômetros.
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Foto tirada entre 1898 e 1906
O Simplon é explorado pelos Chemins de Fer Federaux Suisses até a estação italiana de Domodossola.
Atualmente, mais de cem composições o utilizam a cada dia. A entrada em serviço do túnel de base de Lötschberg, inaugurado em 15 de junho de 2007, aumentou a importância do Simplon.
A linha proporciona aos automóveis e seus passageiros a possibilidade de serem transportados sobre vagões, de Brigue a Isolla ou inversamente, a fim de evitar passar pela Garganta do Simplon.
O projeto do túnel ferroviário através do maciço do Simplon, concluído em 1880, assume um caráter mais concreto em 1895, após um acordo com a Itália, apesar de inúmeras críticas a esse empreendimento, gigantesco para a época. O projeto previa um túnel e uma galeria de menor diâmetro em paralelo, a uma distância de 17 metros destinada a evacuar os materiais.
Foi a Compagnie de Chemin de Fer du Jura et Simplon, fundada em 1889, que desempenhou um papel fundamental na realização do projetoque seguiu este cronograma:
-2 de agosto de 1898, começo da perfuração a partir da extremidade Norte
-16 de agosto de 1898, começo da perfuração a partir da extremidade Sul
-24 de fevereiro de 1905, junção das duas perfurações
- 16 de julho de 1906, inauguração em presença do rei Victorio Emmanuelle III da Itália
- 1º de julho de 1906, eletrificação
- 5 de janeiro de 1913, começo da perfuração do segundo duto a partir da extremidade Norte
- 28 de março de 1913, começo da perfuração do segundo duto a partir da extremidade Sul
- 1921, fim da perfuração do segundo duto
O túnel fazia o traçado da linha Simplon-Orient Express, que circulou até 1977, ligando Paris a Istambul, via Simplon, Milão, Trieste e Zagreb.
Foi cavado praticamente a mão por milhares de operários por meio de picaretas e de barras de ferro. Contou-se com 4 mil trabalhadores do lado suíço e até 10 mil na Itália. O túnel cobrou o seu preço, provocando a morte de 67 pessoas durante a sua execução.
As condições da perfuração eram terríveis, tanto pelo calor sufocante – mais de 45 graus no interior do túnel – quanto pela inundação da galeria por água gelada ou fervente segundo as fontes encontradas.
Em 9 de junho de 2011, um incêndio irrompeu no interior do túnel, pouco depois das 06h00, a 3 km da extremidade sul, devido à queima de um vagão do trem de carga da companhia BLC, que transportava cerâmica e aço.
Em virtude do intenso calor de cerca de 900 graus celsius, os bombeiros temiam um desmoronamento da abóbada do túnel. O tráfico ferroviário em direção à Itália foi desviado para a Linha do Gotardo até segunda ordem. Em razão da intensa fumaça que se desprendia da saída sul, o desvio do transporte pela Garganta do Simplon foi interditado. O incêndio não provocou vítima fatal. O segundo duto paralelo foi reaberto à circulação unicamente para determinados trens, no sábado, 11 de junho, após a saída de toda a fumaça.
A tese quanto a origem do incêndio, posteriormente confirmada, foi a de uma cobertura de lona mal fixada que pegou fogo em contacto com a linha de 15.000 V.
- 1º de julho de 1906, eletrificação
- 5 de janeiro de 1913, começo da perfuração do segundo duto a partir da extremidade Norte
- 28 de março de 1913, começo da perfuração do segundo duto a partir da extremidade Sul
- 1921, fim da perfuração do segundo duto
O túnel fazia o traçado da linha Simplon-Orient Express, que circulou até 1977, ligando Paris a Istambul, via Simplon, Milão, Trieste e Zagreb.
Foi cavado praticamente a mão por milhares de operários por meio de picaretas e de barras de ferro. Contou-se com 4 mil trabalhadores do lado suíço e até 10 mil na Itália. O túnel cobrou o seu preço, provocando a morte de 67 pessoas durante a sua execução.
As condições da perfuração eram terríveis, tanto pelo calor sufocante – mais de 45 graus no interior do túnel – quanto pela inundação da galeria por água gelada ou fervente segundo as fontes encontradas.
Em 9 de junho de 2011, um incêndio irrompeu no interior do túnel, pouco depois das 06h00, a 3 km da extremidade sul, devido à queima de um vagão do trem de carga da companhia BLC, que transportava cerâmica e aço.
Em virtude do intenso calor de cerca de 900 graus celsius, os bombeiros temiam um desmoronamento da abóbada do túnel. O tráfico ferroviário em direção à Itália foi desviado para a Linha do Gotardo até segunda ordem. Em razão da intensa fumaça que se desprendia da saída sul, o desvio do transporte pela Garganta do Simplon foi interditado. O incêndio não provocou vítima fatal. O segundo duto paralelo foi reaberto à circulação unicamente para determinados trens, no sábado, 11 de junho, após a saída de toda a fumaça.
A tese quanto a origem do incêndio, posteriormente confirmada, foi a de uma cobertura de lona mal fixada que pegou fogo em contacto com a linha de 15.000 V.

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