Mais uma vez a indústria naval traz a prova de que quem (a)credita no Brasil sai ganhando a médio e longo prazo.

Em 2002, a indústria naval sofria domal da Gata Borralheira. Relegada a serviços menores, só prestava para consertar navios, não era convidada ao salão de festas. Os navios da Petrobras eram fabricados no estrangeiro.
Depois de 12 anos, a indústria virou uma bela e garbosa Cinderela, está presente e arrasa em todos os salões de festa: emprega mais de 80 mil pessoas, e fabricou, ao longo de 11 anos, 7 plataformas de produção, 2 navios petroleiros de grande porte, 21 navios de apoio marítimo, 10 rebocadores portuários e 44 barcaças de transporte.
A fada madrinha da indústria naval atende pelo nome de Petrobras. Foi ela quem deu o banho de loja na Gata Borralheira com sua varinha de condão, ou política de gestão nacional. As palavras mágicas da fada-madrinha foram: Tudo o que puder ser produzido no Brasil, será produzido aqui!" Já contamos essa história que beira os contos de fada aqui eaqui.
Toda essa frescura daí de cima é pra dizer que Cinderela está divando no salão, e o príncipe encantado acaba de avistar a bela moça e a está convidando para dançar: A Transpetro(link is external)recebeu a certificação Statement of Voluntary Compliance para os quatro navios de produtos do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) que já estão em operação.
O documento foi emitido pelo órgão certificador Lloyds Register para as embarcações Rômulo Almeida, Celso Furtado, Sérgio Buarque de Holanda e José Alencar. A carta de conformidade foi conquistada após criteriosa verificação do atendimento aos requisitos daMaritime Labour Convention (MLC, ou Convenção Sobre o Trabalho Marítimo), realizada a bordo das embarcações.
A MLC estabelece padrões mínimos de saúde, segurança e bem-estar a bordo para marítimos em todo o mundo e assegura que os governos e armadores estejam comprometidos a estabelecer condições apropriadas de vida e de trabalho para os profissionais de mar. Foi adotada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em fevereiro de 2006 e entrou em vigor, internacionalmente, em agosto de 2013. A Petrobras tem buscado voluntariamente a conformidade com a Convenção, ainda que o Brasil não seja signatário do documento.
Ou seja: o baile tá bom. 
Muda Mais

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