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Morre, em 29 de dezembro de 1737, em Paris, o matemático francês Joseph Saurin, aos 78 anos, por complicações de uma febre letárgica. Ele foi o primeiro a mostrar como as tangentes em diferentes pontos de uma curva podem ser determinadas pela análise matemática. Pai do escritor e dramaturgo Bernard-Joseph Saurin e, por muitos anos, antes de se dedicar à matemática, foi influente pastor protestante.
Nascido em 1659 na pequena Courthézon, no sudeste mediterrâneo francês, Saurin foi ensinado desde cedo na teologia pelo pai, Pierre, que também lhe deu aulas de hebraico. Se torna pastor aos 25 anos, em 1684.
Seus discursos polêmicos e francos nos púlpitos não tardam a lhe causar problemas. Acabou forçado a exercer seu ministério na Suíça, em 1683, primeiro em Bercher, depois em Yverdon. Mesmo sendo muito pressionado, se recusa a assinar o Consenso Helvético, em 1675, acordo teológico elaborado por João Calvino em 1552 em uma tentativa de unir as igrejas reformadas suíças no que diz respeito à doutrina da predestinação, parte fundamental da crença calvinista que acabou criando divisões dentro das igrejas protestantes. Saurin , sempre com opiniões fortes, não aceitava essa doutrina.
Naquele mesmo ano, o Édito de Nantes, promulgado pelo rei francês Henrique IV em 1598, e que concedia liberdades religiosas e civis aos protestantes, também foi revogado. A medida foi tomada por Luís XIV, com o objetivo de unificar o país política, cultural e religiosamente – o que tornava obrigatório expulsar os protestantes da França.
Saurin deixa a Suíça em meio às disputas religiosas e, segundo seus detratores, para fugir de uma acusação por roubo. Vai para a Holanda, onde debateu com muitos anciãos sobre seus problemas religiosos. De volta à França, influenciado pelo padre Jacques-Bénigne Bossuet, um dos principais oradores franceses, Saurin se converte ao catolicismo. Temendo represálias por sua conversão, volta à Suíça para resgatar sua mulher.
O próprio Luís XIV lhe oferece uma pensão que o fez se dedicar aos estudos da matemática. Entendeu que, na França, precisaria buscar uma nova profissão. Ele então começou a dar aulas e fez amizades com matemáticos famosos como Guillaume de l’Hôpital e Pierre Varignon, e o filósofo cartesiano Nicolas Malebranche. Em 1702, inicia uma disputa com Michel Rolle a respeito do cálculo diferencial. Embora a Academia Real Francesa dê razão a Saurin, ele não foi aceito de imediato na instituição, onde Rolle era membro, por razões políticas, o que só ocorreu cinco anos mais tarde.
A partir de dados biográficos, conclui-se que Saurin se desentendeu com muitas pessoas ao seu redor. Ele foi envolvido em um escândalo, acusado pelo poeta e dramaturgo Jean -Baptiste Rousseau de ser o autor de poemas difamatórios e blasfemos a seu respeito. Essa acusação pareceu plausível depois que Saurin mostrou muita amargura e malícia em uma discussão que se opôs contra Rousseau, ao lado de seus amigos.
Acabou preso em 24 de setembro de 1710 e passou vários meses detido. Posteriormente, conseguiu demostrar que as testemunhas produzidas contra ele havia sido subornadas, e foi absolvido por decisão do tribunal em 12 dezembro de 1710. A decisão foi confirmada por um decreto do Parlamento de Paris em 27 de março 1711. Rousseau, por sua vez, foi condenado a lhe pagar uma pesada indenização e a se exilar na Bélgica.
ELE se aposentou e passou o resto de sua vida para cuidar da matemática. Fez importantes contribuições para o cálculo, desenvolvendo teorias como as oscilações do pêndulo de Christian Huygens e problemas de Jacob Bernoulli.
Saurin não fez contribuições à matemática através de descobertas originais. No entanto, defendeu firmemente e desenvolveu o então novo cálculo infinitesimal, explorando os limites e possibilidades de seus métodos e os defendendo contra as críticas com base na falta de compreensão. Também ficou conhecido por adotar a rotina de trabalho um tanto estranha de dormir durante o dia e a estudar matemática durante a noite.
Opera Mundi
Nascido em 1659 na pequena Courthézon, no sudeste mediterrâneo francês, Saurin foi ensinado desde cedo na teologia pelo pai, Pierre, que também lhe deu aulas de hebraico. Se torna pastor aos 25 anos, em 1684.
Seus discursos polêmicos e francos nos púlpitos não tardam a lhe causar problemas. Acabou forçado a exercer seu ministério na Suíça, em 1683, primeiro em Bercher, depois em Yverdon. Mesmo sendo muito pressionado, se recusa a assinar o Consenso Helvético, em 1675, acordo teológico elaborado por João Calvino em 1552 em uma tentativa de unir as igrejas reformadas suíças no que diz respeito à doutrina da predestinação, parte fundamental da crença calvinista que acabou criando divisões dentro das igrejas protestantes. Saurin , sempre com opiniões fortes, não aceitava essa doutrina.
Naquele mesmo ano, o Édito de Nantes, promulgado pelo rei francês Henrique IV em 1598, e que concedia liberdades religiosas e civis aos protestantes, também foi revogado. A medida foi tomada por Luís XIV, com o objetivo de unificar o país política, cultural e religiosamente – o que tornava obrigatório expulsar os protestantes da França.
Saurin deixa a Suíça em meio às disputas religiosas e, segundo seus detratores, para fugir de uma acusação por roubo. Vai para a Holanda, onde debateu com muitos anciãos sobre seus problemas religiosos. De volta à França, influenciado pelo padre Jacques-Bénigne Bossuet, um dos principais oradores franceses, Saurin se converte ao catolicismo. Temendo represálias por sua conversão, volta à Suíça para resgatar sua mulher.
O próprio Luís XIV lhe oferece uma pensão que o fez se dedicar aos estudos da matemática. Entendeu que, na França, precisaria buscar uma nova profissão. Ele então começou a dar aulas e fez amizades com matemáticos famosos como Guillaume de l’Hôpital e Pierre Varignon, e o filósofo cartesiano Nicolas Malebranche. Em 1702, inicia uma disputa com Michel Rolle a respeito do cálculo diferencial. Embora a Academia Real Francesa dê razão a Saurin, ele não foi aceito de imediato na instituição, onde Rolle era membro, por razões políticas, o que só ocorreu cinco anos mais tarde.
A partir de dados biográficos, conclui-se que Saurin se desentendeu com muitas pessoas ao seu redor. Ele foi envolvido em um escândalo, acusado pelo poeta e dramaturgo Jean -Baptiste Rousseau de ser o autor de poemas difamatórios e blasfemos a seu respeito. Essa acusação pareceu plausível depois que Saurin mostrou muita amargura e malícia em uma discussão que se opôs contra Rousseau, ao lado de seus amigos.
Acabou preso em 24 de setembro de 1710 e passou vários meses detido. Posteriormente, conseguiu demostrar que as testemunhas produzidas contra ele havia sido subornadas, e foi absolvido por decisão do tribunal em 12 dezembro de 1710. A decisão foi confirmada por um decreto do Parlamento de Paris em 27 de março 1711. Rousseau, por sua vez, foi condenado a lhe pagar uma pesada indenização e a se exilar na Bélgica.
ELE se aposentou e passou o resto de sua vida para cuidar da matemática. Fez importantes contribuições para o cálculo, desenvolvendo teorias como as oscilações do pêndulo de Christian Huygens e problemas de Jacob Bernoulli.
Saurin não fez contribuições à matemática através de descobertas originais. No entanto, defendeu firmemente e desenvolveu o então novo cálculo infinitesimal, explorando os limites e possibilidades de seus métodos e os defendendo contra as críticas com base na falta de compreensão. Também ficou conhecido por adotar a rotina de trabalho um tanto estranha de dormir durante o dia e a estudar matemática durante a noite.
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