Walter Elias Disney, produtor, diretor, roteirista e desenhista animado, morre em Los Angeles, em 15 de dezembro de 1966, aos 65 anos. Figura capital da história do cinema de animação, é considerado um ícone internacional graças a sua importante contribuição à indústria do entretenimento durante grande parte do século 20.
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Fundou junto com seu irmão, Roy Disney, a companhia Walt Disney Productions, que anos depois se converteu na mais célebre produtora do campo do desenho animado. Atualmente é a maior companhia de meios de comunicação e entretenimento do mundo. Esta corporação, hoje The Walt Disney Company, obteve, somente em 2010, ingressos de cerca de 36 bilhões de dólares.
Nascido em Chicago, passou a infância numa granja do Missouri. Em 1909 seu pai adoeceu e a família mudou-se para Kansas City. Ali trabalhou como jornaleiro, não se destacando nos estudos. Preferia o desenho e as historietas.
[Walt Disney pediu empréstimo bancário e enfrentou greve de funcionários antes de construir seu império do entretenimento]
Em 1918, tentou alistar-se no exército. Como não tinha idade suficiente, falsificou seu documento e conseguiu ser admitido como condutor de ambulância da Cruz Vermelha. Quando concluiu sua formação, a guerra na Europa já havia terminado e sua função se resumiu a transportar oficiais.
De regresso aos Estados Unidos, conseguiu um trabalho na Pesemen-Rubin Art Studio, onde travou amizade chave com o desenhista Ubbe Iwerks. Ambos fundaram em 1920 a empresa Iwerks-Disney Commercial Artists, que fracassou. Foi trabalhar na Kansas City Film, onde teve contato com rudimentos em técnicas de animação, cujas possibilidades o fascinaram.
Em 1922, Disney fundou sua própria companhia, a Laugh-O-Gram Films, realizando exitosos curta-metragens baseadas em contos infantis. A empresa durou pouco e, desalentado, mudou-se para Hollywood em busca de qualquer trabalho.
Por sorte, uma distribuidora se interessou por “Alice no País das Maravilhas”, um dos filmes produzidos pela Laugh-O-Gram Films, e lhe encomendou novas fitas que combinassem animação e imagem real. Para satisfazer a encomenda nasceu a Disney Brothers' Studio, dirigido por Walt e Roy, que produziria em 1927 a série “Oswaldo, o Coelho Afortunado”, encomendada pela Universal Pictures e criada por Ubbe Iwerks, quem por sua vez se associou aos irmãos Disney.
Apesar do êxito, a Universal, que detinha os direitos de Oswald, decidiu dispensar os serviços do estúdio dos Disney. Preocupados, resolveram criar um novo personagem e este foi nada menos que Mickey Mouse, que com o tempo seria o emblema da chamada Fábrica Disney. Discutiu-se entre Walt e Ubbe a paternidade do ratinho que estreou triunfalmente em “Steamboat Willie” (1928). Ao tornar-se imensamente popular, os curtas-metragens se sucederam com rapidez. Em 1930, os curtas protagonizados por Mickey Mouse se alternaram com uma série de graciosas animações musicais intituladas Sinfonias Malucas.
O negócio ia de vento em popa. Em 1934, Disney levou a cabo um projeto visionário: a produção de um longa metragem, que seria o primeiro da história do desenho animado. A indústria cinematográfica considerou a idéia absurda devido aos enormes custos.
Disney teve de pedir empréstimo bancário de 1,5 milhão de dólares, Todavia, na bilheteria, “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) arrecadou 8 milhões de dólares. Era o triunfo como empresário e artista. Branca de Neve foi recebida como obra-prima, de altíssimo nível técnico, fina sensibilidade e grande soltura narrativa.
Os ingressos permitiram a Disney construir, dois anos depois, um imenso estúdio em Burbank e produzir os extraordinários longas como Pinóquio, Fantasia, Dumbo e Bambi.
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Nascido em Chicago, passou a infância numa granja do Missouri. Em 1909 seu pai adoeceu e a família mudou-se para Kansas City. Ali trabalhou como jornaleiro, não se destacando nos estudos. Preferia o desenho e as historietas.
[Walt Disney pediu empréstimo bancário e enfrentou greve de funcionários antes de construir seu império do entretenimento]
Em 1918, tentou alistar-se no exército. Como não tinha idade suficiente, falsificou seu documento e conseguiu ser admitido como condutor de ambulância da Cruz Vermelha. Quando concluiu sua formação, a guerra na Europa já havia terminado e sua função se resumiu a transportar oficiais.
De regresso aos Estados Unidos, conseguiu um trabalho na Pesemen-Rubin Art Studio, onde travou amizade chave com o desenhista Ubbe Iwerks. Ambos fundaram em 1920 a empresa Iwerks-Disney Commercial Artists, que fracassou. Foi trabalhar na Kansas City Film, onde teve contato com rudimentos em técnicas de animação, cujas possibilidades o fascinaram.
Em 1922, Disney fundou sua própria companhia, a Laugh-O-Gram Films, realizando exitosos curta-metragens baseadas em contos infantis. A empresa durou pouco e, desalentado, mudou-se para Hollywood em busca de qualquer trabalho.
Por sorte, uma distribuidora se interessou por “Alice no País das Maravilhas”, um dos filmes produzidos pela Laugh-O-Gram Films, e lhe encomendou novas fitas que combinassem animação e imagem real. Para satisfazer a encomenda nasceu a Disney Brothers' Studio, dirigido por Walt e Roy, que produziria em 1927 a série “Oswaldo, o Coelho Afortunado”, encomendada pela Universal Pictures e criada por Ubbe Iwerks, quem por sua vez se associou aos irmãos Disney.
Apesar do êxito, a Universal, que detinha os direitos de Oswald, decidiu dispensar os serviços do estúdio dos Disney. Preocupados, resolveram criar um novo personagem e este foi nada menos que Mickey Mouse, que com o tempo seria o emblema da chamada Fábrica Disney. Discutiu-se entre Walt e Ubbe a paternidade do ratinho que estreou triunfalmente em “Steamboat Willie” (1928). Ao tornar-se imensamente popular, os curtas-metragens se sucederam com rapidez. Em 1930, os curtas protagonizados por Mickey Mouse se alternaram com uma série de graciosas animações musicais intituladas Sinfonias Malucas.
O negócio ia de vento em popa. Em 1934, Disney levou a cabo um projeto visionário: a produção de um longa metragem, que seria o primeiro da história do desenho animado. A indústria cinematográfica considerou a idéia absurda devido aos enormes custos.
Disney teve de pedir empréstimo bancário de 1,5 milhão de dólares, Todavia, na bilheteria, “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) arrecadou 8 milhões de dólares. Era o triunfo como empresário e artista. Branca de Neve foi recebida como obra-prima, de altíssimo nível técnico, fina sensibilidade e grande soltura narrativa.
Os ingressos permitiram a Disney construir, dois anos depois, um imenso estúdio em Burbank e produzir os extraordinários longas como Pinóquio, Fantasia, Dumbo e Bambi.
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Disney, contudo, deparou-se com crise decorrente da greve de seus empregados, em 1941. Os trabalhadores da indústria da animação criaram em 1938 a Screen Cartoonists Guild. Disney se negava a permitir a filiação sindical de seus empregados. Embora fossem os mais bem remunerados da profissão, julgavam que promessas de bonificação não estavam sendo cumpridas.
Desenhistas de destaque no estúdio, como Art Babbit e Will Tytla, abraçaram a causa dos companheiros. Disney considerou o fato traição pessoal e despediu Babbitt e outros 16 trabalhadores. Em 28 de maio, os trabalhadores foram à greve. Quando Disney chegou, os estúdios estavam bloqueados pelos piquetes e quase chegou às vias de fato com Babbitt. Finalmente, pressionado pela opinião pública, aceitou reconhecer o sindicato. Os trabalhadores tiveram melhorias salariais e seus nomes nos títulos de crédito.
Disney jamais perdoou os líderes da greve. Alguns foram despedidos, outros optaram por se demitir diante do clima criado. Disney vingou-se pessoalmente dos principais líderes, denunciando-os em 1948 ante o Comitê de Atividades Anti-americanas do senador McCarthy, como simpatizantes do comunismo. A greve arruinou a imagem da Walt Disney Company como empresa paternalista e harmônica.
Nos anos 1950, os estúdios voltaram à carga com novos longas de êxito: “A Gata Borralheira”, “Peter Pan”, “A Dama e o Vagabundo”.
Sobreveio então a ideia de trazer à terra seu mundo de fantasia, com a construção da Disneylandia que, inaugurada em 1955, foi o que hoje se chamaria o primeiro parque temático da história. Mais grandioso ainda foi o projeto de um novo parque em Orlando – a Disneyworld – que Disney não chegou a ver concluído.
Em 1966 foi diagnosticado com um câncer de pulmão e faleceu poucos meses mais tarde. O ‘Mago de Burbank’ legou filmes agradáveis, repletos de fauna humanizada, que continuam povoando a imaginação de milhões de crianças em todos os quadrantes do planeta.
Opera Mundi
Desenhistas de destaque no estúdio, como Art Babbit e Will Tytla, abraçaram a causa dos companheiros. Disney considerou o fato traição pessoal e despediu Babbitt e outros 16 trabalhadores. Em 28 de maio, os trabalhadores foram à greve. Quando Disney chegou, os estúdios estavam bloqueados pelos piquetes e quase chegou às vias de fato com Babbitt. Finalmente, pressionado pela opinião pública, aceitou reconhecer o sindicato. Os trabalhadores tiveram melhorias salariais e seus nomes nos títulos de crédito.
Disney jamais perdoou os líderes da greve. Alguns foram despedidos, outros optaram por se demitir diante do clima criado. Disney vingou-se pessoalmente dos principais líderes, denunciando-os em 1948 ante o Comitê de Atividades Anti-americanas do senador McCarthy, como simpatizantes do comunismo. A greve arruinou a imagem da Walt Disney Company como empresa paternalista e harmônica.
Nos anos 1950, os estúdios voltaram à carga com novos longas de êxito: “A Gata Borralheira”, “Peter Pan”, “A Dama e o Vagabundo”.
Sobreveio então a ideia de trazer à terra seu mundo de fantasia, com a construção da Disneylandia que, inaugurada em 1955, foi o que hoje se chamaria o primeiro parque temático da história. Mais grandioso ainda foi o projeto de um novo parque em Orlando – a Disneyworld – que Disney não chegou a ver concluído.
Em 1966 foi diagnosticado com um câncer de pulmão e faleceu poucos meses mais tarde. O ‘Mago de Burbank’ legou filmes agradáveis, repletos de fauna humanizada, que continuam povoando a imaginação de milhões de crianças em todos os quadrantes do planeta.
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