Parecer capenga de Ives Gandra Martins, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff por omissão no caso Petrobras, foi pedido pelo advogado José Oliveira Costa, que atua no Instituto FHC; embora o ex-presidente negue sua a atuação golpista, em artigo publicado neste fim de semana, ele escreveu, com todas as letras, que o Judiciário deve fazer, hoje, o trabalho que antes cabia aos golpes militares; com adesão ao golpismo, FHC brinca com a democracia e mancha sua própria biografia; um parecer de Ives Gandra custa mais de R$ 100 mil
247 – O parecer elaborado pelo advogado Ives Gandra da Silva Martins que defende a hipótese de impeachment de Dilma Rousseff foi encomendado por um advogado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que faz parte do conselho do Instituto FHC.
José de Oliveira Costa nega que o documento tenha caráter político: "Não tenho ligação nenhuma com o PSDB. Nem sei onde fica o diretório."
No parecer, Ives Gandra afirma que, os crimes culposos de imperícia, omissão e negligência estão caracterizados na conduta de Dilma, tanto quando foi presidente do Conselho da Petrobras, quanto agora como presidente da República.
Segundo ele, o documento é “absolutamente técnico”. ‘Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira’.
Questionado, FHC afirmou que, "neste momento", o impeachment "não é uma matéria de interesse político".
No entanto, em artigo publicado neste fim de semana, FHC explicitou suas intenções. Disse que o trabalho que antes era feito pelos militares, para remover governos, hoje cabe ao Poder Judiciário. No texto, FHC defendeu a punição aos mais altos hierarcas do País (leia aqui).
Com sua adesão ao golpismo, FHC brinca com a democracia e mancha sua própria biografia.
Leia aqui reportagem de Mario Cesar Carvalho sobre a encomenda do parecer de Ives Gandra.
Brasil 247

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