Embora em valores absolutos a cotação do dólar bateu nesta semana o recorde desde a criação do real, em 1994, quando se atualiza os valores, levando em conta a correção pela inflação, o dólar está longe de superar o patamar de 2002, quando o país era presidido por FHC; para atualizar os valores, é preciso levar em conta a inflação brasileira e a dos EUA; por essa conta, o dólar teria que valer cerca de R$ 6,88 hoje para ser comparável com o valor de outubro de 2002; na prática, isso indica que a pressão no câmbio há 13 anos era muito maior





247 - À primeira vista, a cotação do dólar bateu nesta semana o recorde desde a criação do real, em 1994. Mas quando se atualiza os valores, levando em conta a correção pela inflação, o dólar está longe de superar o patamar de 2002.

Para atualizar os valores, é preciso levar em conta a inflação brasileira e a dos EUA. Por essa conta, o dólar teria que valer cerca de R$ 6,88 hoje para ser comparável com o valor de outubro de 2002. Na prática, isso indica que a pressão no câmbio há 13 anos era muito maior.

Em 10 de outubro de 2002, o dólar atingiu a cotação nominal (sem o desconto da inflação) de R$ 3,99. Esse valor, se fosse atualizado com base no IPCA (inflação oficial do Brasil) e do CPI (índice de preços americano), seria hoje de R$ 6,88. Se for considerado o IGP-M (índice de inflação calculado pela FGV) e o CPI, o valor nominal hoje teria de ser o equivalente a R$ 7,46. Na última quinta-feira, o dólar nominal chegou aos R$ 4,2480 durante o dia.

O cálculo foi feito pelo economista Alexandre Cabral, da NeoValue Investimentos, para quem a pressão atualmente no câmbio é menor. “Hoje, o País tem reservas internacionais, naquela época não tinha. Há uma dor de cabeça? Sem dúvida. Mas todos sabem os motivos”, disse.

As reservas internacionais em 2002 giravam em torno de US$ 37 bilhões, enquanto hoje estão na casa dos US$ 370 bilhões.

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