Brasília, 30 mar (Prensa Latina) Brasil enfrenta hoje o que o senador do Partido dos Trabalhadores Lindbergh Farias considerou uma conspiração explícita para golpear a democracia, claramente manifestada na saída do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do governo.Em uma reunião relâmpago realizada ontem, o Diretório Nacional do PMDB aprovou por aclamação abandonar a coalizão governamental, à qual se uniu há 13 anos, e forçou os membros da organização que ocupam cargos no Executivo federal a deixá-los antes do dia 12 de abril, sob a ameaça de serem punidos.
Ao confirmar a ruptura, o PMDB declarou-se independente, inclusive em relação a um possível julgamento político contra a presidenta Dilma Rousseff, resenhou o jornal digital Brasil 247, segundo o qual a decisão representou um duro golpe político para a chefa de Estado.
O PMDB é o segundo partido mais representado na Câmara de Deputados, com 66 membros, conta com 19 senadores, governa 7 estados e 1.022 municípios, além de ocupar 6 ministérios. No entanto, o ministro-chefe do gabinete presidencial Jaques Wagner buscou reduzir a gravidade do assunto e assegurou que o abandono dos peemedebistas oferece à Dilma Rousseff uma ótima oportunidade para acertar a composição de seu governo.
Admitiu que o PMDB era um aliado importante, e sua saída abre um espaço político para conversar com os aliados que queiram seguir junto a nós e reconfigurar a equipe governamental, considerou.
Wagner assinalou que inclusive poderia se falar de um novo governo que acompanhará Dilma Rousseff no restante de seu mandato constitucional, que expira em 2018.
Creio que a decisão deles (os peemedebistas) chega em boa hora, afirmou o alto funcionário, segundo o qual a reconfiguração do gabinete ministerial deverá contar com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aguarda pelo veredito do Supremo Tribunal Federal para assumir a chefia da Casa Civil.
Ele é sempre um bom conselheiro político, enfatizou em declarações à imprensa divulgadas pelo blog do Palácio do Planalto.
Por sua vez, o ex-candidato presidencial e senador opositor da direita Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), avaliou a quebra da coalizão impulsionada pelo PMDB como uma ação que "fecha o caixão" da gestão do Partido dos Trabalhadores (PT) à frente do Executivo. O governo de Dilma terminou, afirmou Neves, que - de acordo com a própria publicação - alegou que sua administração não tem as mínimas condições para alcançar o que todos queremos, que é recuperar o crescimento, gerar empregos e melhorar os indicadores sociais.
Segundo meios de imprensa aqui, a coalizão liderada pelo PT poderá sofrer algumas outras baixas, a primeira destas do Partido Progressista (PP), cuja direção nacional tem programada uma reunião para hoje na qual se espera definir uma posição a esse respeito.
O PP conta com 49 deputados federais em exercício e 6 senadores, ocupa o Ministério de Integração Nacional e 5 de seus legisladores integram a Comissão Especial que leva adiante o processo de julgamento político contra a presidenta Dilma Rousseff, apontou o portal de notícias UOL. lam/mpm/mm
Modificado el ( miércoles, 30 de marzo de 2016 )

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