A polêmica droga fosfoetanolamina, desenvolvida por um professor de química da USP e ainda não aprovada pela Anvisa, é usada por milhares de pessoas no país no combate ao câncer.
Apesar de não haver permissão para que seja fabricada por laboratórios, ela é feita na própria universidade e distribuída, a força de liminares na Justiça, a pacientes cancerosos. Muitos atestam sua eficácia e se dizem curados.
Mas isso não convenceu as autoridades a liberar a droga. Atualmente, ela não pode ser comercializada e a polêmica persiste.
Os defensores da fosfoetanolamina, no entanto, acabam de ganhar uma importante batalha. A presidente Dilma Rousseff aceitou fazer testes em Brasília nas últimas semanas, em segredo.
“Já que eu não tenho mais nada a perder, sou paciente terminal, que custaria?”, teria dito Dilma. Para sua surpresa, cerca de dez dias após dobrar a dose de fosfoetanolamina, o PMDB saiu do governo.
“Esta é uma prova cabal de que a droga age com força em pelo menos um tipo de câncer, um que tem uma das metástases mais violentas e acaba em todos os órgãos de um governo”, disse o químico Gilberto Chierice.
Apoiadores da pílula comemoraram os resultados: “Curamos um paciente cujo cancêr era considerado irreversível”. Porém, a possível aliança entre PSDB e PMDB sugere que a doença pode não ter sido eliminada completamente.
(Sugestão do leitor Sérgio Montazzolli Silva)

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