O deputado tucano, vice-presidente do PSDB nacional e presidente estadual da sigla em Pernambuco, Bruno Araújo (SP), que deu o voto decisivo para a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no último domingo (17), é um dos políticos que tiveram seus nomes citados em planilhas da Odebrecht, apreendidas durante a Operação Acarajé, da Policia Federal, no final de março.


Segundo investigações, ele recebeu R$ 100 mil reais da Odebrecht para a campanha de 2010. Mas o pagamento não foi feito de forma direta: foram R$ 80 mil da Leyroz de Caxias e outros R$ 20 mil da Praiamar, as duas transferências no dia 28/09/2010.

As empresas, operadas pelo dono de uma distribuidora de bebidas, atuaram como fachadas da empreiteira. Porém, na contabilidade paralela da Odebrecht apreendida na Operação Lava Jato, o valor atribuído a Bruno é de R$ 300 mil para a campanha de 2012, quando ele não se candidatou.

Como o deputado não foi candidato, a justificativa é que o valor foi repassado por dentro a candidatos a prefeito do PSDB em Pernambuco.

Os documentos da contabilidade paralela demonstram que a empreiteira distribuía dinheiro entre políticos para que eles pudessem favorecer aliados e montar grupos que influíssem além dos mandatos.

Um dos maiores beneficiários deste esquema foi o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Só em 2010, ele recebeu R$ 5 milhões da Odebrecht.

O curioso é que o dinheiro ficou majoritariamente com o PSC (R$ 3 milhões). Os dez deputados do partido apoiaram Cunha na batalha contra Dilma, com destaque para Jair Bolsonaro, que ao votar disse que o nome do presidente da Câmara entrava para a História.

Só em 2010, outros R$ 900 mil doados pela Odebrecht a Cunha foram repassados ao PR. No último domingo, o ex-ministro do governo Dilma, Alfredo Nascimento (PR-AM), renunciou ao cargo de presidente da legenda, contrariou a bancada do partido e ficou ao lado de Cunha.

Com infomações do portal Viomundo

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