Longe de mim ser contra reivindicação salarial de qualquer trabalhador. Ainda que seja um trabalhador pra lá de especial como um ministro do STF.


Às vésperas da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal e a possível troca de governo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, recebeu o apoio líderes de partidos na Câmara, que, em acordo, vão tentar aprovar o reajuste salarial de servidores do Judiciário e de magistrados rapidamente.

A ideia é aprovar a urgência do projeto de lei nesta quarta-feira e, no mesmo dia, analisar o mérito do texto no plenário da Casa.

O problema é que pega mal essa pressa toda do STF, quando ele anda a passo de cágado atrás de Eduardo Cunha, acusado pelo PGR Janot há meses e que continua não só livre, leve e solto, como chantageando e manobrando a Comissão de Ética da Câmara que o processa por quebra de decoro, comandando o processo de impeachment da presidenta Dilma, trancando a pauta da Câmara, "enquanto o processo de impeachment não for aceito no Senado".

O país está paralisado, graças a Cunha e, por omissão, ao STF, que ainda não mandou prendê-lo.

O mesmo STF, que tem pressa em conseguir o reajuste salarial, mas até hoje mantém suspensa a nomeação do ex-presidente Lula como ministro do governo da presidenta Dilma.

Pega mal. Muito mal, ministros. Tanto que...

Nos corredores da Câmara o convite feito aos deputados hoje por Lewandowski para o café é apelidado de “cobrança da fatura” após o STF não interferir nas votações do impeachment pela Casa. Alguns ministros saíram em defesa do processo para reforçar o discurso da maioria dos deputados de que não há o golpe acusado pelos petistas e movimentos ligados ao PT. [Fonte: Valor]

 Blog do Mello

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