Por Altamiro Borges
A advogada Janaína Paschoal, nova musa dos golpistas, ganhou alguns minutos de fama ao exibir os seus dotes teatrais num ato pelo impeachment de Dilma Rousseff em São Paulo, na segunda-feira (4). Com gestos próximos à insanidade, ela berrou pela queda da presidenta e, invocando Deus, afirmou que era preciso "cortar as asas" de Lula. O vídeo bombou na internet. Mas, pelo jeito, constrangeu até os seus bajuladores. Prova do tiro no pé, o Jornal Nacional desta terça-feira decidiu "internar" a tal advogada do impeachment, censurando o seu discurso carregado de ódio. A não exibição gerou nova corrida às redes sociais, com críticas à emissora golpista da famiglia Marinho.
A jornalista Mariana Godoy, que já trabalhou na TV
Globo, questionou o sumiço: "Por que o JN não mostrou a Janaína
Paschoal?". Um internauta ironizou: "Até a TV Globo ficou com vergonha
daquela loucura". Outro provocou: "Se a Janaína fosse do PT, hoje no JN
você veria seu discurso". Teve ainda questionamento à seletividade da
mídia: "Depois do show de 'sobriedade' da advogada na USP seria
interessante indagar. E aí #istoémachismo, vai dar ou não capa para
ela?". Já a filósofa Márcia Tiburi, autora do imperdível livro Como conversar com um fascista, explicou o impacto do discurso omitido pela emissora: "Janaína Paschoal: Não é loucura, é fascismo".
Muitos internautas ainda lembraram que a musa do impeachment advoga para
o procurador Douglas Kirchner, que nesta semana foi afastado do cargo
por ter participado de sessões de tortura contra sua própria esposa. A
exemplo de Janaína Paschoal, o maluco também pretendia "cortar as asas"
de Lula, utilizando a midiática Operação Lava-Jato para atacar o
ex-presidente. Só que o Conselho Nacional do Ministério Público decidiu,
por 12 votos a dois, demiti-lo após confirmar as acusações sobre sua
militância doentia numa seita religiosa que prendeu e torturou sua
ex-mulher. Mesmo com as provas, a advogada que invoca Deus ainda
insistiu na inocência do seu cliente. A TV Globo também evitou tratar
deste caso escabroso, optando por "internar" os dois golpistas insanos.

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