Jornal GGN - Escolhida para assumir a Secretaria de Políticas para Mulheres, a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) é contra a descriminalização do aborto, mesmo em casos de estupro, o que é permitido por lei desde 1984. Evangélica, Pelaes tem um perfil que destoa de suas antecessoras, que tinham visões mais alinhadas às do movimento feminista, e afirma que não levanta “bandeiras contrárias aos valores bíblicos”, como o aborto e a constituição livre de família.
Fatima foi deputada federal por 20 anos, entre 1991 e 2011, e, até abril deste ano, era diretora administrativa da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Ela é também presidente do núcleo feminino do PMDB e foi escolhida pelo presidente interino, Michel Temer, após sugestão da bancada feminina da Câmara.
Quando assumiu inteirinamente a presidência, Michel Temer foi criticado pela ausência de mulheres entre seus ministros. A Secretaria de Políticas para Mulheres, que tinha status de ministério na governo Dilma, agora está subordinada à pasta da Justiça e Cidadania.

Do Estadão


Fátima Pelaes tem perfil que destoa de suas antecessoras e não levanta 'bandeiras contrárias aos valores bíblicos
Apresentada nesta terça­-feira, 31, como a nova gestora da Secretaria de Políticas para Mulheres, a ex­-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB­-AP) é evangélica e não concorda com a descriminalização do aborto. Ela já se manifestou contra o procedimento inclusive em casos de estupro, o que é permitido por lei no Brasil desde 1984.
Com perfil que destoa das posturas de suas antecessoras -­ que tinham pautas mais liberais e alinhadas às do movimento feminista - ­ a
nova secretária, socióloga e deputada federal por 20 anos, de 1991 a 2011, não levanta “bandeiras contrárias aos valores bíblicos”, como o aborto e a constituição livre de família. Ela assume o cargo dias após o caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro, que motivou protestos de mulheres em todo o País.
 
As opiniões de Pelaes não vêm desde sempre. Em entrevista à editora Casa Publicadora das Assembleias de Deus, publicada três anos atrás, ela afirma que até 2002 defendia a descriminalização do aborto e não via a família como um projeto de Deus. Depois disso, porém, “conheceu Jesus” e passou a dizer que “o direito de viver tem que ser dado para todos”.
 
Em um relato proferido na Câmara durante discussão do Estatuto do Nascituro, em 2010, Pelaes contou que ela própria foi gerada a partir de um “abuso” que a mãe sofreu enquanto estava presa “por crime passional”. “Hoje estou aqui podendo dizer que a vida começa na hora da concepção sim”, afirmou, referindo­se ao fato de que, se sua mãe tivesse feito um aborto, “ela não estaria aqui hoje”. Sobre sua mudança de posicionamento, afirmou ter sido “curada”.
 
A ex-­deputada, presidente do núcleo feminino do PMDB, foi escolhida pelo presidente em exercício, Michel Temer, após sugestão da bancada feminina da Câmara. Na gestão de Dilma Rousseff, a secretaria tinha status de ministério, mas atualmente está subordinada ao Ministério da Justiça e Cidadania. Derrotada nas eleições de 2014, Fátima Pelaes ficou até abril deste ano no cargo de diretora administrativa da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), sendo exonerada por Dilma depois que o PMDB rompeu com o governo.

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