Jornal GGN - Na manhã
desta sexta-feira (11), mobilizações contra a Proposta de Emenda à
Constituição 55 (antiga PEC 241) ocorreram em ao menos 15 estados e
também no Distrito Federal, organizadas por movimentos populares e com a
adesão de diversas categorias profissionais.
A PEC 55 coloca um teto ao crescimento
dos gastos públicos, atrelado ao aumento da inflação do ano anterior,
durante vinte anos.
“Estamos organizando essa greve geral
em razão do retrocesso que está sendo imposto pelo governo federal,
representado pela PEC 55, que foi aprovada na Câmara como PEC 241, que
congela os investimentos em educação, saúde e áreas sociais. Essa e
várias outras questões que estão sendo conduzidas pelo governo que são
um retrocesso para a classe trabalhadora”, afirmou Rodrigo Rodrigues,
secretário-geral da CUT do Distrito Federal.
Foram registrados protestos no Acre,
Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato
Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande
do Norte, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.
Em São Paulo, as rodovias Anchieta,
Anhanguera, Dutra, Régis Bittencourt e dos Bandeirantes foram bloqueadas
no início da manhã. Também foram interditadas a Ponte João Dias, na
zona sul da capital paulista, e a Estrada de Itapecerica.
Em Guarulhos, na Grande São Paulo, as
empresas de ônibus paralisaram suas operações, assim como os motoristas
de ônibus da região de Sorocaba.
Os motoristas também aderiram à
paralisação em Salvador, na Bahia. Os bancários baianos também fizeram
parte da mobilização, assim com professores municipais e estaduais.
Manifestantes também fecharam o acesso ao polo de Camaçari, na região
metropolitana de Salvador.
No Rio Grande do Sul, entidades
tentaram impedir a saída de ônibus da empresa de transporte público de
Porto Alegre. Professores das redes pública e privada também pretendiam
integrar as mobilizações.
Em Minas Gerais, entidades estudantis, sindicatos e servidores realizaram ato em Belo Horizonte, se concentrando na Praça Sete.
No Pará, o ato teve a participação de
alunos e professores das redes públicas e de universidades, sindicato de
bancários, associações quilombolas, MST, grupos negros, LGBT e
feministas. A manifestação foi até o Tribunal de Justiça do estado.

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