Sociólogo e assessor de Antonio Palocci que tentou se suicidar após decisão de Sergio Moro é solto. Desembargadores notaram falta de elementos para manter Branislav Kontic preso
Branislav Kontic tentou o suicídio após decisão de Sergio Moro
Ao corrigir a decisão do juiz da Lava Jato, os desembargadores do TRF consideraram que não havia no caso de Kontic nenhum dos pressupostos necessários para a prisão preventiva, como risco de fuga, possibilidade de destruição de provas ou coação de testemunhas.
Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o pecado de Branislav foi trocar mensagens com Marcelo Odebrecht, que tentava marcar reuniões com Palocci para, supostamente, discutir medidas do governo Lula que poderiam beneficiar a empresa.
Quando decretou a prisão de Palocci e Kontic, o juiz Moro disse que a prisão era “um remédio amargo”, mas necessário porque os dois teriam intermediado o pagamento ilícito no exterior “de milhões de dólares e reais para campanhas eleitorais”.
Suicídio
Branislav Kontic tentou se suicidar depois que o juiz da Lava Jato decidiu transformar a prisão temporária em preventiva. A Polícia Federal afirmou que o sociólogo ingeriu cerca de 40 comprimidos na carceragem.
À época da tentativa de suicídio, o ex-deputado Adriado Diogo (PT) se manifestou nas redes sociais, lamentando a ocorrência: “Meu grande amigo Brani, a pessoa mais honesta do mundo!”.
Roberto Batochio, advogado de Kontic e Palocci, comemorou a decisão do TRF. “É um dos primeiros passos para romper o bloqueio imposto pelo Moro.”
com Folhapress
Pragmatismo Político

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