Ex-presidente Lula criticou a intenção do governo federal de abrir área da Amazônia para exploração generalizada


Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (28) a intenção do governo Temer de ampliar a exploração de minerais de uma área considerada reserva na floresta amazônica. A reserva, entre o Pará e o Amapá, ocupa um território do tamanho do estado do Espírito Santo, e abriga duas reservas indígenas.

Conhecida como Renca (Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados), a reserva, que antes era controlada pela empresa pública CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), deve ser em breve aberta à exploração de empresas privadas.

Em evento na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Lula condenou a medida. "Eles estão querendo vender a Amazônia para estrangeiro explorar. Querem vender a maior reserva florestal do planeta terra", afirmou. Lula criticou ainda o pacote de privatizações anunciado pelo governo para os próximos meses. "Estão vendendo tudo e vão entregando aos americanos, aos chineses, aos europeus. O Brasil não era pra estar vivendo o que está vivendo. Eu digo todo santo dia que eles estão destruindo esse país, mas não vamos perder a esperança", ponderou.

Para ver as fotos do evento em alta resolução visite o Flickr do Instituto Lula.

Legado


Durante seu discurso, Lula enumerou os feitos dos governos petistas na região e afirmou que é preciso "defender a soberania nacional". "Hoje nós temos 1 milhão e 600 mil alunos na universidade no Nordeste. Pela primeira vez, é mais do que na região Sul. E o que está em jogo hoje não é só um aumento de salário, a educação, a saúde. O que está em jogo é o Brasil", declarou.

Lula pelo Brasil


Lula começou o dia em Currais Novos, de onde seguiu para Mossoró. Na estrada, o ex-presidente fez diversas paradas para conversar com o povo que atravessava a rodovia na tentativa de ver Lula. O próximo estado a receber a caravana será o Ceará.



Lula

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