A quadrilha de Michel Temer será lembrada no futuro como a máfia da mala. O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), homem de confiança do usurpador, foi flagrado em vídeo carregando uma mala com R$ 500 mil. Está livre e já desapareceu do noticiário da mídia chapa-branca, nutrida com milhões em publicidade oficial. Já o ex-ministro Geddel Vieira, do mesmo partido do Judas, teve seu “bunker” descoberto em Salvador com R$ 51 milhões em dinheiro vivo alojados em malas. Diante do flagrante, a seletiva Justiça não teve como soltá-lo novamente da cadeia e agora ele está no presídio de Papuda – talvez esperando um habeas-corpus de Gilmar Mendes, o líder dos golpistas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Estas malas, porém, são fichinhas diante da grana roubada dos cofres públicos pela cloaca empresarial que financiou o golpe dos corruptos que alçou ao poder a gangue de Michel Temer. Na semana passada, a jornalista Mônica Bergamo, da Folha, deu uma mostra do montante assaltado por estes falsos moralistas que vestiram as camisas da “ética” CBF e portaram os patinhos amarelos da “ética” Fiesp nas marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff. Esta turma de sonegadores talvez até ajudasse a esclarecer a origem das malas de dinheiro de Rocha Loures, Geddel Vieira e de outros bandidos em Brasília. Vale conferir a notinha – que não ganhou destaque na capa da Folha e nem foi motivo de comentários ácidos no JN da TV Globo:


Altamiro Borges

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