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Solto, em entrevista para Camila Mattoso, da Folha, Vilela expôs intestinos. Do procurador Janot e das delações na Lava Jato.
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Vilela conta: Janot armou com a JBS para derrubar Temer. Porque assim evitaria que Raquel Dodge, a quem Janot chamava de "bruxa", se tornasse a nova procuradora-geral.
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O procurador Vilela diz: na Lava Jato se prende para investigar, ao contrário de investigar para, só com provas, prender.
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Segundo o procurador, não é o Estado que tem provado a culpa, como manda a lei mundo afora...
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... Aos investigados se tem imposto o ônus de provar sua inocência....Certamente, uma contribuição desse "novo direito brasileiro" ao direito universal.
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O procurador Vilela criticou ainda a tática dos "vazamentos seletivos para assassinato de reputações".
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O sistema político-partidário se auto-avacalhou, isso é fato.
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Mas há outro fato: há mais de uma década, desde o chamado "mensalão", vazamento é método e as manchetes são o verdadeiro tribunal.
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Quem é fuzilado nas manchetes está moral e socialmente morto.
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Também isso, avacalhação e auto-avacalhação da política, deu oxigênio, abriu espaços para ultraconservadores. Quando não, fascistas.
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Como em Porto Alegre. Onde devotos bolsonáricos e bando MBélico fizeram o Santander se acovardar. E fechar a exposição "Queermuseu".
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Em Campo Grande, no Museu Marco, a polícia prendeu... um quadro. E em Jundiaí o ultraconservadorismo levou à censura de uma peça de teatro.
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Hoje, em Brasília, um juiz autorizou tratar homossexuais como se fossem doentes.
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O incomodo, de sempre, é com sexo. Isso se resolve no divã, não com censura.
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Na questão quadros e exposição, um bando de jecas. Sem noção, profundamente ignorantes.
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Por isso, e por saberem disso, a reação fascistóide. As manifestações de recalque com a própria incultura.
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Não buscam aprender, saber. Buscam impor sua ética/ estética: linguagem e pensamento rasteiros, brutalidade, a ameaça constante da força, inclusive física.
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Uns são ultraconservadores. Outros são a jecaria fascista.
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