Estão previstas "supervisão" ao parlamento, censura às telecomunicações e até prisão de funcionários que desobedecerem. Ah, se fosse na Venezuela...
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O Senado ainda precisa aprovar a intervenção, mas os jornalões espanhois, El Pais à frente, já dão o assunto como encerrado e já encontram justificativas para dizer que a intervenção “é democrática”. Aprenderam direitinho com a direita sul-americana, que chamou os golpes no Paraguai e no Brasil de “constitucionais”.
Uma vez oficializada a intervenção, as medidas baixadas pelo governo autoritário de Mariano Rajoy serão as seguintes:
1. Destituição do presidente, do vice-presidente e do governo da Catalunha: em vez dos governantes eleitos pelo povo, assumirá uma junta nomeada pelo governo central espanhol, assim como aconteceu no Brasil durante o golpe militar.
2. Limitações ao Parlament, o Legislativo catalão: os deputados continuarão no cargo, mas não poderão tomar nenhuma decisão sem autorização do governo central da Espanha. Uma “autoridade” designada pelo governo espanhol “supervisionará” os trabalhos legislativos. O que significa que, na prática, o Parlament estará sob intervenção, como fizeram os militares nas ditaduras sul-americanas.
3. Ministérios assumem a administração da Catalunha: Os ministérios espanhóis serão os governadores de facto da comunidade autônoma. Os funcionários estarão obrigados a cumprir as ordens ou poderão sofrer sanções administrativas, demissão e até prisão.
4. Intervenção na polícia catalã: o governo central assume o comando dos Mossos, a polícia da Catalunha, que passa a receber ordens diretas do Executivo. A Polícia Nacional e a Guarda Civil serão enviadas para atuar “em conjunto”, ou seja, ai de quem desobedecer.
5. Telecomunicações da Catalunha passam a responder ao governo da Espanha: para impedir que a televisão pública TV3 continue informando sobre o desejo dos catalães de independência, o governo espanhol passa a comandar a programação (ou seja, a censurar) e o diretor da emissora deverá ser demitido.
6. Eleições: novas eleições serão convocadas em seis meses para “restituir a legalidade” na Catalunha. Quem convoca as eleições na ex-comunidade autônoma é Rajoy, o presidente da Espanha. E pensar que tudo começou porque a corte espanhola, apoiada pelo governo e pela mídia, se recusaram respeitar o Estatut, a Constituição catalã…
O povo da Catalunha já está nas ruas. O presidente Puigdemont se pronunciará à noite.
Socialista Morena

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