Bate-boca no aeroporto teve agressão física e terminou na delegacia.
Grasielle Castro
Editora no HuffPost Brasil
Duas agressões. Um para completar a outra. Foi isso que aconteceu na despedida da filósofa Judith Butler de São Paulo.
Já no aeroporto de Congonhas, Butler foi agredida verbalmente por um pequeno grupo que carregava faixas escrito "Fora Judith".
Ao abordar a escritora, uma manifestante disse que ela não era bem-vinda ao Brasil e que ela e a companheira eram "o mal". Ela também foi xingada é "medíocre", "assassina", "porca", "destruidora das famílias" e "corruptora de menores".
Ao tentar defender Butler, a ativista Danieli Lima virou alvo de racismo. No Facebook, ela relatou que foi chamada de "feia". "Olha esse seu cabelo, olha essa sua cor, vai arrumar o cabelo."
De acordo com o G1, outra mulher que defendeu a escritora levou um tapa. Neste momento, Butler já não estava mais no local. As duas vítimas foram à delegacia e o caso foi registrado como injúria.
Protestos do início ao fim
Antes mesmo de chegar ao Brasil, Butler já era alvo de protestos. Manifestantes alegavam que ela viria ao País para "promover a ideologia de gênero" e pediam para que a palestra fosse cancelada.
Na verdade, a escritora, famosa por ter cunhado conceito de gênero fluído, veio ao País para falar sobre democracia.
Sua primeira visita ao País, em 2015, também foi alvo de protestos, mas desta vez, as críticas foram amplificadas.
Butler -- que tem mais de 15 livros publicados e é doutora em Filosofia pela Universidade de Yale e professora na Universidade da Califórnia em Berkeley -- é autora de Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade, um marco na literatura feminista contemporânea.
Apesar de estar sempre na mira de protestos conservadores, ela parece otimista em relação ao futuro da democracia.
Ao HuffPost Brasil, afirmou que é preciso "entender as formas de sofrimento econômico e a crescente ansiedade política com que as pessoas vivem, atraí-las para onde sofrem e construir uma visão complexa e esperançosa para atrair as pessoas".
HuffPost Brasil
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| MONTAGEM/REPRODUÇÃO/GETTYIMAGES Judith Butler veio ao Brasil para falar sobre democracia, mas foi agredida por ser um ícone acadêmico em estudos de gênero. |
Já no aeroporto de Congonhas, Butler foi agredida verbalmente por um pequeno grupo que carregava faixas escrito "Fora Judith".
Se alguém achou que iríamos deixar Judith Butler sair do Brasil sem ouvir a verdades se enganou estávamos a espera dela no aeroporto de Congonhas e lá teve q ouvir .— Alexandre Frota (@alefrotabrasil) 10 de novembro de 2017
Ao abordar a escritora, uma manifestante disse que ela não era bem-vinda ao Brasil e que ela e a companheira eram "o mal". Ela também foi xingada é "medíocre", "assassina", "porca", "destruidora das famílias" e "corruptora de menores".
Ao tentar defender Butler, a ativista Danieli Lima virou alvo de racismo. No Facebook, ela relatou que foi chamada de "feia". "Olha esse seu cabelo, olha essa sua cor, vai arrumar o cabelo."
De acordo com o G1, outra mulher que defendeu a escritora levou um tapa. Neste momento, Butler já não estava mais no local. As duas vítimas foram à delegacia e o caso foi registrado como injúria.
Protestos do início ao fim
Antes mesmo de chegar ao Brasil, Butler já era alvo de protestos. Manifestantes alegavam que ela viria ao País para "promover a ideologia de gênero" e pediam para que a palestra fosse cancelada.
Na verdade, a escritora, famosa por ter cunhado conceito de gênero fluído, veio ao País para falar sobre democracia.
Sua primeira visita ao País, em 2015, também foi alvo de protestos, mas desta vez, as críticas foram amplificadas.
Butler -- que tem mais de 15 livros publicados e é doutora em Filosofia pela Universidade de Yale e professora na Universidade da Califórnia em Berkeley -- é autora de Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade, um marco na literatura feminista contemporânea.
Apesar de estar sempre na mira de protestos conservadores, ela parece otimista em relação ao futuro da democracia.
Ao HuffPost Brasil, afirmou que é preciso "entender as formas de sofrimento econômico e a crescente ansiedade política com que as pessoas vivem, atraí-las para onde sofrem e construir uma visão complexa e esperançosa para atrair as pessoas".
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