Jornal GGN - O cientista político Aldo Fornazieri minimizou a pesquisa Ipsos divulgada nesta quinta (22), pelo Estadão, na qual o apresentador Luciano Huck aparece com a imagem bem avaliada por 60% dos entrevistados. Segundo o analista, essa simpatia junto à sociedade não se traduz imediatamente em votos e, mesmo que fosse hipotéticamente vitorioso numa disputa eleitoral, alguém com o perfil de Huck - ou seja, fora da política - não teria condições de sobreviver à presidência da República.
“Ele não é um líder político. Não é nem sequer um líder partidário ou de um movimento político. Não tem experiência política nenhuma. Como almejar então cargo deste porte? O que vai acontecer com ele, caso seja, de maneira hipotética, eleito? Ou vai aderir ao fisiologismo para governar ou será mais um a sofrer impeachment. Dilma e Collor não eram líderes políticos, por isso, caíram”, afirmou.
Segundo Fornazieri, a pesquisa Estadão-Ipsos "retrata apenas coma sociedade avalia essas personalidades, políticas ou não. Trata-se de uma avalição pessoal, que nada tem a ver com intenção de voto. O passo adiante seria testar se essa aprovação de Huck, por exemplo, vai se traduzir em apoio eleitoral. E vale dizer que 60% nem é um índice muito grande para um apresentador bastante popular como ele. Poderia ser bem maior.”
Na visão do especialista, 2018 ainda gira em torno de PT e PSDB. “As pessoas já sabem o que esperar de Lula e Alckmin, não haverá surpresas nem no discurso nem na forma de governar. Lula, ao meu ver, conseguirá ser candidato, mesmo que tenha uma condenação em segunda instância. Já o PSDB, por sua vez, não tem outra opção a não ser se unir por uma candidatura forte de Alckmin, que é subestimado tanto dentro como fora do partido.”
GGN

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