O Jornal Valor econômico publicou, na última sexta-feira (17/11), pesquisa recém-concluída pelo instituto Ideia Big Data sobre temas comportamentais e econômicos que sugere, conforme os formuladores do levantamento, que as posições dos brasileiros são bem menos conservadoras do que tem aparecido nas análises políticas, nos discursos de parlamentares e em manifestações em redes sociais.
O estudo mostrou, entre outras coisas, que há forte apoio dos brasileiros à atuação do Estado para garantir igualdade de oportunidades, proteção aos mais pobres, aposentadoria aos mais velhos e crescimento econômico do país.
A formulação segundo a qual os direitos humanos “devem valer para todos, incluindo bandidos”, supera com folga o entendimento de que deveria ser algo seletivo.
E uma ampla maioria manifesta rejeição à ideia de punição criminal às mulheres que fazem aborto.
Já a bandeira da redução dos impostos, muito cara ao pensamento conservador e muito defendida por políticos de direita e entidades empresariais, não é vista como prioridade. O único tema testado em que teses normalmente associadas ao conservadorismo ganham mais destaque é o da segurança pública.
Por pequena margem, a ideia segundo a qual o país precisa de mais presídios tem mais concordância do que oposição. A defesa da pena de morte empata com a rejeição à adoção dessa medida radical.
Embora a maioria dos entrevistados manifeste preferência por um modelo de penas alternativas em detrimento do aprisionamento como única maneira de punição, 44,8% dos brasileiros concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”. O grupo que compartilha esse entendimento vence com folga o dos que discordam da frase (31,4%). Outros 22,2% nem concordam nem discordam.
Para chegar a essas conclusões o Ideia Big data ouviu 3 mil pessoas em todo o país entre os dias 1º e 10 de novembro. A pesquisa foi feita face a face e tem margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos.
Isso significa que o discurso de um candidato como Bolsonaro e dos MBLs da vida, como esta página já disse mil vezes, está restrito aos idiotas fundamentais que há no Brasil e que são minoria, apesar de ruidosos.
O brasileiro sabe o que significa tudo que está sendo feito contra si. Pesquisa Datafolha recente mostra que a maioria esmagadora dos brasileiros rejeita a reforma trabalhista
http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2017/05/1880398-maioria-rejeita-reforma-trabalhista.shtml
Ora, quem são os defensores de medidas neoliberais como a reforma trabalhista? Os tucanos, que votaram a favor no Congresso, e, mais recentemente, Bolsonaro, que fez profissão de fé nos cânones neoliberais.
O “aumento do emprego” que os fascistas neoliberais anunciam será composto de subempregos com salários de fome. E para poucos, pois a maioria ficará subempregada. Será nesse momento que o povo se lembrará de tudo que lhe deram os governos do PT.
Claro que a direita controla o Judiciário e poderá impedir Lula. Contudo, além do risco de revolta da maioria antes silenciosa da sociedade, ainda haverá o fato de que, impedido de votar em Lula e querendo muito votar nele por achar que trará os bons tempos de volta, o povo seguiria a orientação dele sobre em quem votar.
A direita acha que, se o candidato da esquerda não for Lula, o povo, burro, votará nos candidatos direitistas, exterminadores de direitos, prepostos da elite branca e bilionária. A pesquisa Big Data e todos os outros dados apresentados mostram que não, que o otimismo progressista é plenamente justificado e é muito provável que frutifique.
Tenha paciência, a hora da verdade está chegando para o Brasil. E antes que venham dizer que a hora da verdade será a prisão do Lula, a resposta é a de que a prisão de Lula não mudaria nada, não impediria a vitória da esquerda, mas só serviria para fazer o país desconfiar ainda mais de que foi vítima de uma armação dos ricos.
A hora da verdade será quando a maioria que se manteve silenciosa nos últimos anos disser a que veio. Basta esperar.
Assista, abaixo, a reportagem em vídeo.
Blog da Cidadania





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