Ex-presidente afirmou que reforma ministerial do governo Temer é um sistema que “implica algumas formas de corrupção".


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MONTAGEM / GETTY IMAGES / AGÊNCIA CÂMARA O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que "precisamos de alguém que não seja bizarro" para as eleições de 208, em referêncai ao pré-candidato à Presidência e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que "precisamos de alguém que não seja bizarro, que fale com as pessoas" ao ser questionado sobre o pré-candidato e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em palestra nesta terça-feira (14), na Universidade Columbia, em Nova York.

O tucano também reconheceu a ascensão da direita evangélica. "Considerando a desorganização de outras instituições, essas instituições estão organizadas, já elegeram pessoas e terão uma voz" na eleição, afirmou.

FHC acredita, contudo que o debate em 2018 será centrado mais no problema da violência do que no avanço do conservadorismo. "Qualquer candidato que fale em crime menos como questão social e mais como um assunto real acaba abrindo um espaço mais à direita", disse.

O ex-presidente chegou a dizer que "muitos prefeitos" poderia ser bons novos líderes, mas não citou nomes. Ele alertou que "um líder populista pode aparecer de novo" e afirmou que "o único capaz de entusiasmar dessa forma as pessoas perdeu enorme credibilidade", em referência ao ex-presidente e presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem citá-lo.

Na semana em que o tucano Bruno Araújo deixou o Ministério das Cidades, o que abriu porta para uma reforma ministerial no governo de Michel Temer, FHC afirmou que o presidente está "discutindo o que fazer com alguns setores do governo, mas não por motivos ideológicos". "É um retrato de como a coisa funciona. É um sistema que implica algumas formas de corrupção", acrescentou.

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