O Globo





Manchete: Unidos pela Lava-Jato


Garotinho e Rosinha são presos e se juntam a Cabral e Picciani

Delator cita pagamento de R$ 450 mil em dinheiro para Crivella

Com a prisão de Anthony e Rosinha Garotinho, acusados de financiamento ilegal de campanha, a Lava-Jato conseguiu reunir no cárcere os principais comandantes da política do Rio desde os anos 1990. Na cadeia de Benfica, Garotinho se juntou ontem a seu ex-aliado Sérgio Cabral e aos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Rosinha, que foi presa em Campos, também deverá passar por Benfica. O novo personagem nessa trama é Marcelo Crivella: um dos delatores do esquema de corrupção na Fetranspor disse ao MP que fez pagamentos de R$ 450 mil em espécie ao atual prefeito do Rio entre 2010 e 2012. (Págs. 3 a 7)

Muito a conversar em Benfica

Na cadeia de Benfica, onde estão os políticos presos da Lava-Jato no Rio, os inimigos Garotinho e Cabral devem se encontrar hoje, a partir das 8h, quando todas as celas forem abertas para o banho de sol dos detentos. (Pág. 6)

EDITORIAL

‘Política fluminense confronta Justiça e MP’ (Pág. 20)

MÍRIAM LEITÃO

Intervenção federal no Rio seria ação do roto no rasgado. (Pág. 24)

MAIÁ MENEZES

A trajetória do poder no Rio até a cadeia de Benfica. (Pág. 4)


Temer dá alívio de R$ 15 bi a municípios


Para obter o apoio de prefeitos à reforma da Previdência, o presidente Temer concordou com um alívio de R$ 15 bilhões nos débitos dos municípios com o INSS. Com o apoio do Planalto, o Congresso derrubou um veto do Executivo. O novo texto da reforma, apresentado ontem, mantém exigência de 25 anos de contribuição para os servidores. (Págs. 23 e 24)


Avança restrição a foro privilegiado


Um dia antes de o Supremo Tribunal Federal voltar a analisar, hoje, uma restrição do foro privilegiado que pode enviar à primeira instância 90% dos casos contra políticos, a CCJ da Câmara aprovou projeto que vai na mesma direção e restringe o benefício apenas às cúpulas dos poderes. (Pág. 12)


Alckmin e o ajuste fiscal


Em evento no Rio, o governador defendeu “rigoroso tratamento” da questão fiscal e agenda de reformas para colocar o país nos trilhos. (Págs. 8 a 11)

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O Estado de S. Paulo





Manchete: Aprovação a Huck dispara e atinge 60%, mostra pesquisa


Conforme levantamento inédito Estadão-Ipsos, apresentador de TV cresceu 17 pontos em ranking de imagem

Pesquisa Barômetro Político Estadão- Ipsos mostra que Luciano Huck (sem partido), possível candidato à Presidência da República, teve melhora significativa de imagem nos últimos dois meses e passou a ser a personalidade com melhor avaliação entre as apresentadas aos entrevistados. A aprovação ao nome do apresentador passou de 43% a 60% desde setembro. A desaprovação caiu de 40% para 32% no mesmo período. Os demais 22 nomes do Barômetro Político, porém, são do mundo político ou do Poder Judiciário, mais sujeitos ao desgaste do noticiário. “Esse salto (de Huck) tem muito a ver com o fato de seu nome ter sido cogitado como candidato e de ele próprio ter dado indícios de que gostaria de concorrer. Mas o ponto é se isso vai se converter em votos”, disse Danilo Cersosimo, diretor do Ipsos. Depois de Huck, os primeiros a aparecer no ranking de aprovação do Barômetro Político são o ex-presidente Lula (PT), com 43% de avaliação positiva, e o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa (sem partido), com 42%. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Eliane Cantanhêde

Apresentador vira o ‘novo’, com Doria fora

Em política não há vácuo. Doria vai deixando o campo, mas a torcida insiste em alguém com as mesmas características e expectativas. (PÁG. A4)

Vera Magalhães

Huck se beneficia da insatisfação com políticos

Pesquisa mostra ainda que, até aqui, o sucesso de Jair Bolsonaro é maior nas redes sociais. No conjunto do eleitorado, o deputado tem 60% de rejeição. (PÁG. A6)


Governo libera verbas por apoio à Previdência


Em troca da articulação entre governadores e prefeitos com parlamentares em prol da reforma da Previdência, Temer garantiu compensações aos Estados por perdas com a Lei Kandir e prometeu R$ 2 bilhões para municípios. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B3 e B4)


Pressionado, Temer recua de nomeação de Marun


A ida de Carlos Marun (PMDB-MS) para a Secretaria de Governo no lugar de Antonio Imbassahy já havia sido anunciada, mas Temer recuou após Aécio Neves argumentar que a troca faria com que tucanos votassem contra a Previdência. (POLÍTICA / PÁG. A12)


Garotinho e a mulher, Rosinha, são presos no Rio


Os ex-governadores são acusados dos crimes de corrupção e participação em organização criminosa, entre outros. A investigação inclui pagamento ilegal de R$ 3 milhões feito pela JBS à campanha de Garotinho em 2014. É a terceira prisão do ex-governador e a primeira da mulher. (POLÍTICA / PÁG. A10)


Grávida pede ao STF aval para abortar (Metrópole / Pág. A20)





Zeina Latif


É inacreditável a lista de fraudes cometidas para se ter acesso a recursos públicos no Brasil. (ECONOMIA / PÁG. B5)


Notas & Informações


Gastar menos e fazer mais

Estudo do Banco Mundial contém material de alta qualidade para discussão na campanha eleitoral. Falta saber se haverá candidatos bastante sérios para tratar desses assuntos. (PÁG. A3)

Lula e a Previdência

Lula faz hoje contra o País o mesmo que seus correligionários fizeram contra ele há 14 anos. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo





Manchete: Para aprovar Previdência, Temer compromete ajuste


Governo aceita abrir mão de receitas em troca de apoio de deputados à reforma

Para tentar aprovar a reforma da Previdência, o governo Michel Temer (PMDB) admite apresentar proposta com três medidas que comprometem o ajuste fiscal. A negociação seria feita em troca do apoio dos deputados às principais mudanças nas regras de aposentadoria. Integrantes da equipe econômica afirmam que o governo avalia manter o reajuste dos servidores para 2018, ceder a ruralistas nas dívidas do Funrural (fundo de contribuição de produtores à Previdência) e agradar a governadores desonerando impostos sobre exportações. Assim, o Planalto espera aprovar idade mínima, norma de transição e unificação de regras de aposentadoria para os setores público e privado. A proposta também deve prever contribuição de 40 anos para aquisição do benefício máximo. São necessários 308 votos. A concessão deve resultar em revisão da meta fiscal, de déficit de R$ 159 bilhões. O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) diz que o novo texto terá impacto equivalente a 60% do original. A economia em dez anos seria R$ 320 bilhões menor do que a prevista inicialmente. (Mercado A15)


Sob pressão, governo recua em troca na articulação


Após definir que o deputado Carlos Marun (PMDB-RS) substituiria Antonio Imbassahy (PSDB-BA) na pasta da articulação política, o presidente Michel Temer decidiu adiar a sua escolha. O vazamento da informação irritou ala dos tucanos que apoia o governo. Às vésperas de uma nova tentativa de votar a reforma da Previdência, Temer quer evitar atrito com o partido. (Poder A4)



Marco Aurélio Canônico


Ninguém acredita que os escândalos no Rio acabaram

O Rio acordou ontem com três ex-governadores presos. Também estão na cadeia os três últimos presidentes da Assembleia Legislativa. E ninguém acredita que os escândalos vão parar por aí. Ou os eleitores de Pezão acham que o governador misturou-se aos porcos, mas não se enlameou? E o ex-prefeito Eduardo Paes, outrora presidenciável, atualmente forte candidato a citações em delações premiadas? (Opinião A2)


Acusado de arrecadar caixa 2, casal Garotinho é preso (Poder A8)





Editoriais


Leia “Estado da desigualdade”, sobre ineficiência do gasto público, e “Fogo contra o Ibama”, acerca de ataques para intimidar trabalho do instituto. (Opinião A2)




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