Em entrevista coletiva, deputada disse que eventual ausência de Lula nas eleições de 2018 agrava a crise institucional. E afirmou que o contraponto a Bolsonaro será o bom senso do brasileiro
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| "Achamos que temos ideias e propostas para enfrentar a crise que o país vive", disse a pré-candidata Manuela D'Ávila |
Uma das ações passíveis de serem anuladas segundo o que propõe a parlamentar, após consulta popular, é a Emenda Constitucional 95, que congelou investimentos públicos em áreas como saúde e educação pelos próximos 20 anos. Segundo a pré-candidata, tal medida "não contribui para o desenvolvimento e a redução das desigualdades".
Em entrevista coletiva realizada no Salão Verde da Câmara dos Deputados, Manuela afirmou que a sua pré-candidatura serve a todos os brasileiros que defendem um processo de desenvolvimento calcado no retomada do crescimento econômico combinado com a valorização dos direitos sociais, e disse ser natural um partido com 95 anos de história lançar uma candidatura, após a ruptura institucional ocorrida com o golpe do impeachment que alçou Temer ao poder.
Manuela afirmou que uma "eventual ausência" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2018 seria mais um fator de agravamento da crise institucional que vive o país, e negou que a efetivação do seu nome como candidata dependa da confirmação ou não da candidatura do líder petista.
A deputada disse que a sua pré-candidatura não implica em uma ruptura com o PT, com quem o seu partido manteve aliança nas últimas eleições presidenciais, e que o seu partido segue defendendo a formação de uma frente ampla e popular para disputar as eleições do ano que vem. "Nossa candidatura tem a ver com os problemas do Brasil. Achamos que temos ideias e propostas para enfrentar a crise que o país vive. É impossível que uma candidatura comprometida com o desenvolvimento enfraqueça qualquer outro projeto. Trata-se de fortalecer um campo de ideias", disse Manuela.
A pré-candidata destacou números como os 13 milhões de desempregados e as cerca de 60 mil mortes por assassinato por ano, no Brasil, para dizer que o país "precisa de respostas". Ela também negou que o seu nome sirva como resposta à candidatura de viés machista do deputado Jair Bolsonaro. Segundo ela, "o contraponto ao Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro".
Sobre a suposta falta de experiência para disputar o mais alto cargo do país, Manuela afirmou que, há 10 anos, quando chegou ao Congresso Nacional como a deputada federal mais votada do seu estado, a crítica era a mesma. "Não envelheço aos olhos dos meus opositores", provocou.
Rede Brasil Atual

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