![]() |
| Isabella Macedo / Congresso em Foco Pedro, Caio e Helber discutiram a desigualdade educacional e os desafios da educação no País |
Os debates simultâneos debateram especialmente a desigualdade na economia e na educação no Brasil. Na mesa “Perspectivas para um Brasil integrado”, especialistas em economia discutiram as perspectivas para criar um Brasil mais integrado em 2030, partindo da infraestrutura, do regionalismo e do empreendedorismo. Já a mesa Perspectivas para um Brasil igualitário” abordou educação, cidadania e reforma tributária.
Alta carga ou tributação desigual?
Um dos temas tratados foi a dificuldade que os empreendedores enfrentam no ambiente de negócios do país, abordado pelo ex-diretor da Face e economista Roberto Ellery. Entre os números apresentados por ele estava o tempo que o brasileiro gasta, em média, preenchendo formulários para pagar impostos, o mais alto por larga vantagem. De acordo com dados atualizados do Banco Mundial, afirmou ele, o brasileiro gasta cerca de 1960 horas preenchendo formulários para pagar impostos. Para ele, é necessário mudar as regras do jogo e trazer clareza sobre “o que pode e o que não pode” na economia e no ambiente de negócios do país.
Já para Ariel Pares, a máxima de que os brasileiros pagam muitos impostos é uma meia verdade. A carga tributária é alta apenas para as classes média e baixa, lembrando que quem ganha acima de 320 salários mínimos por mês está isento de tributações. “Mantém-se o status quo, o que interessa aos super ricos”. Ele também afirmou que não há solução pronta para enfrentar a desigualdade, sentida especialmente na população negra, que mesmo possuindo a mesma escolaridade, ainda não tem equidade salarial com brancos. “Para enfrentar essa desigualdade, não há receita ou ‘bala de prata’.”
No debate sobre um Brasil mais igualitário, a discussão sobre tributação e desigualdade tributária, também permeou o debate. Para Pedro Garrido, consultor legislativo da Câmara dos Deputados, a estrutura tributária brasileira é regressiva, e é preciso discuti-la.
Desigualdade reflete na educação
Helber Vieira, da Associação dos Servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também trouxe dados da discrepância educacional em Taguatinga e em Maragogi em 2013. Enquanto o teto do nível educacional em língua portuguesa nessa série era sete, o dos alunos de Maragogi era de apenas quatro.
Uma das peças fundamentais para definir os rumos da educação no país é que o poder público se concentre na área, afirmou Caio Callegari, do movimento Todos pela Educação. Para ele, é necessário que é pensar na centralidade política da educação já em 2018, ou seja, que o poder político se concentre em melhorar a educação. Ele também lembrou que é preciso dar continuidade aos programas educacionais criados pelos governos. “Se a política não deu certo, é preciso aprimorá-la, não jogá-la no lixo”.
Congresso em Foco

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;