Na ânsia de ocupar o lugar de centroavante da aprovação da reforma da Previdência, aos trancos e cotovelaços, como é de seu estilo, o ministro Carlos Marun, mesmo com a complacência da “mídia-juiz” acabou por marcar um espetacular “gol contra”.



O protesto de todos os governadores do Nordeste – ou de quase todos, porque o do Rio Grande do Norte, Robinson Faria está pendurado num empréstimo “sai-não sai” de R$ 600 milhões da União – vai obrigar o governo a dar um “contra-vapor” nos seus planos de distribuição de verbas públicas, porque a ameaça de processar o ministro rompe a inércia do Ministério Público e imporia, mesmo a contragosto, à D. Raquel Dodge a se mexer diante da chantagem do Planalto para obter votos.

Se nãi liberar para todos, não libera – ao menos abertamente – para ninguém. Se libera para todos, não há porque contrapartida em votos; se não libera para ninguém, também não.

O ministro, claro, dirá que não foi isso, que jamais condicionou nada a votos pela reforma, o que todo mundo que acompanha a romaria de deputados – inclusive nesta semana morta – ao Planalto sabe que não é verdade.


Nem Merval Pereira conseguiu defender a ação pornográfica de Marun,

É provável que o Governo, no silêncio do recesso, tivesse conquistado votos na surdina. Agora, porém, caminha para perder o discurso e os envergonhados.

O Governo, que pretendia apresentar-se como austero e previdente com os dinheiros públicos, explicitou a derrama imoral de dinheiro na politicagem.

Filme pornô muitos assistem, mas escondidinhos. No telão do Planalto, é um desastre.

TIJOLAÇO



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