As disputas entre PT e PSOL se devem exclusivamente à busca de espaços políticos de lado a lado

A respeito da polêmica desencadeada pela entrevista do presidente do PSOL Marcelo Freixo à Folha, as disputas entre PT e PSOL se devem exclusivamente à busca de espaços políticos de lado a lado.

O PT sempre foi uma confederação de tendências. Aliás, o PT dos anos 80 seria o melhor exemplo de partido contemporâneo, nesses tempos de redes sociais, de coletivos e outras formas horizontais de organização.

A própria caminhada rumo ao poder, no entanto, induziu a uma centralização do poder em poucos grupos majoritários. Houve um acordo político que permitiu dividir poder, excluindo não apenas a esquerda mais radical, mas outros grupos minoritários.

No período José Dirceu a centralização se justificava, até como forma de garantir a governabilidade de Lula. No poder, como seria natural, o PT se estratificou. A era Ruy Falcão, serviu apenas para consolidação de poder interno, sem a mínima capacidade de enxergar o entorno. E tudo isso, enfrentando o período de maiores transformações na história da militância política, com o advento das redes sociais e das novas formas de organização.

E aí é importante entender adequadamente os movimentos de junho de 2013. Está certo Lula de enxergar a mão externa. E está certo o presidente do PSOL, Marcelo Freixo, de enxergar os novos tempos.

As manifestações de 2013


Quem deu o tiro inicial foi um coletivo de esquerda, o Movimento do Passe Livre, em cima de uma bandeira relevante, mas pequena em relação ao conjunto de políticas públicas.


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