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| Presidente Temer |
Lula acompanhou sua condenação de São Paulo, ao lado dos trabalhadores, depois de estar na véspera no Rio Grande, enquanto Temer, com enorme comitiva, carimbou seu passaporte em um evento onde sua presença não tem qualquer importância. Há quatro anos não se registrava a participação de um chefe de Estado brasileiro. Pesaram menos as recomendações médicas – Temer passou por três procedimentos cirúrgicos nos últimos meses – e mais o marketing político. Se estivesse em Brasília, seria pressionado pelo tema e não poderia fazer agenda pública. Já em Davos, conseguiu um palco internacional para falar de economia e fazer propaganda de suas reformas sem enfrentar questionamentos mais diretos.
Afinal, enquanto Lula, a última lembrança de prosperidade do país, ganha ficha suja, Temer, que sonha em ser lembrado como o estadista da retomada, discursava para investidores e empresários estrangeiros para dizer que está tudo bem. Em sua fala, mais do mesmo, insistiu que está “transformando” o Brasil e, claro, atacou os governos petistas, do qual ele e seu partido fizeram parte, no mais amplo sentido, alertando para o populismo econômico e lembrando que “herdou” uma crise.
Temer chegará do frio suíço com Lula condenado, e com um enorme desafio político e jurídico para chegar como candidato sub judice até outubro. Será, de alguma forma, um país diferente.
Os Divergentes
