Na noite da última sexta-feira, o deputado Pepe Vargas, do PT, divulgou em sua conta no Twitter que a chefe de gabinete do Presidente do Tribunal Regional Federal da 4a Região, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, senhora Daniela Tagliari Kreling Lau, publicou em sua conta no Facebook um convite a que seus seguidores assinassem uma petição pela condenação do ex-presidente Lula, que será julgado pela Corte presidida por Thompson Flores.
Agora, o site Antagonista, ligado à Globo, a Aécio Neves e à Lava Jato diz que “apurou” que Thompson Flores “entendeu” que a servidora, ao assinar petição pela prisão de Lula, “exerce seu direito de se manifestar como cidadã, em caráter particular”.
No entender desta página, a assessora do presidente do TRF4 tem todo direito de se posicionar como cidadã, mas seu chefe não tem direito de se pronunciar sobre casos que a Corte que preside irá julgar. Ele deveria cuidar de orientar seus assessores de que por trabalharem em uma Corte que irá julgar o alvo dessas opiniões, pronunciarem-se publicamente induz à crença de que a Corte não é imparcial como deve ser a Justiça.
Mas o que esperar de um magistrado que é o primeiro a dar exemplo de parcialidade?
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