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| TRECHO DE CARTA DESVENDADA POR PESQUISADORES (FOTO: DIVULGAÇÃO/CNI) |
Composto por mais de 200 símbolos, linguagem secreta foi utilizada durante guerra entre Espanha e França
No início do século 16, quase 450 anos antes que a máquina Enigma trasmitisse informações em código para o Exército Nazista, líderes militares também tinham o seu jeitinho para trocar mensagens de maneira criptografada. Com um código baseado em mais de 200 símbolos, cartas trocadas pelo rei espanhol Fernando II de Aragão e o nobreGonzalo Fernández de Córdova foram finalmente desvendadas por especialistas do serviço de inteligência da Espanha.
Os textos foram produzidos entre 1502 e 1503, quando as casas reais espanholas e francesas batalhavam pelo controle do Reino de Nápoles, na Itália. A partir de símbolos como triângulos, raios e diferentes números, o código estabelecido entre Fernando II e Córdova — que chefiava a operação militar espanhola — permitia ao monarca ter conhecimento das atualizações das batalhas e dar ordens específicas a respeito do envio de tropas e da administração dos recursos.
Para quebrar o código, os especialistas contaram com um pequeno vacilo dos espanhois: um trecho de uma das cartas estava escrito em linguagem normal, o que possibilitou a realização de associações e comparações para entender o mecanismo dos símbolos. De acordo com o órgão de inteligência da Espanha, determinados símbolos correspondiam a letras ou palavras inteiras — para confundir possíveis inimigos que interceptassem as correspondências, algumas marcações na carta não tinham significado algum.
Os especialistas afirmam que desvendar esse código possibilitará que outros documentos escritos em linguagem secreta também sejam revelados: durante períodos de guerras, a correspondência entre reis e líderes militares era contínua.
Liderados por Gonzalo Fernández de Córdoba, conhecido como o "Grande Capitão", as tropas espanholas avançaram sobre os territórios do sul da Itália e impuseram derrotas aos franceses. O Reino de Nápoles foi anexado à Coroa Espanhola e Córdoba tornou-se vice-rei da Sícilia.
Já Fernando II de Aragão, apelidado de "O Católico", passou à História como o monarca que patrocinou as primeiras expedições que dariam início às Grandes Navegações e promoveriam a conquista da América. Católico fervoroso, ele também deu início à Inquisição Espanhola para expandir o domínio cristão após o período de ocupação muçulmana em parte da Península Ibérica.
Galileu
Os textos foram produzidos entre 1502 e 1503, quando as casas reais espanholas e francesas batalhavam pelo controle do Reino de Nápoles, na Itália. A partir de símbolos como triângulos, raios e diferentes números, o código estabelecido entre Fernando II e Córdova — que chefiava a operação militar espanhola — permitia ao monarca ter conhecimento das atualizações das batalhas e dar ordens específicas a respeito do envio de tropas e da administração dos recursos.
Para quebrar o código, os especialistas contaram com um pequeno vacilo dos espanhois: um trecho de uma das cartas estava escrito em linguagem normal, o que possibilitou a realização de associações e comparações para entender o mecanismo dos símbolos. De acordo com o órgão de inteligência da Espanha, determinados símbolos correspondiam a letras ou palavras inteiras — para confundir possíveis inimigos que interceptassem as correspondências, algumas marcações na carta não tinham significado algum.
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| CARTAS TROCADAS PELO REI ESPANHOL (FOTO: DIVULGAÇÃO/CNI) |
Liderados por Gonzalo Fernández de Córdoba, conhecido como o "Grande Capitão", as tropas espanholas avançaram sobre os territórios do sul da Itália e impuseram derrotas aos franceses. O Reino de Nápoles foi anexado à Coroa Espanhola e Córdoba tornou-se vice-rei da Sícilia.
Já Fernando II de Aragão, apelidado de "O Católico", passou à História como o monarca que patrocinou as primeiras expedições que dariam início às Grandes Navegações e promoveriam a conquista da América. Católico fervoroso, ele também deu início à Inquisição Espanhola para expandir o domínio cristão após o período de ocupação muçulmana em parte da Península Ibérica.
Galileu

