Estudantes em manifestação em Paris - Foto podepopular.info

Em França aumentam os protestos contra as reformas privatizadoras impostas pelo governo Macron. Nesta quinta-feira, os estudantes ocuparam a Sorbonne, que foi cercada pela polícia. A luta dos estudantes junta-se à dos trabalhadores contra as privatizações e as medidas de austeridade.


Nesta quinta-feira, os estudantes da universidade de Tolbiac e da Sorbonne manifestaram-se contra a reforma privatizadora do presidente Emmanuel Macron e do seu governo e ocuparam as instalações das duas universidades, a partir de meio da tarde.

Os estudantes universitários protestam contra as reformas do governo Macron que procura fechar e privatizar faculdades e universidades. O governo desenvolve também um caminho de seleção que prejudica os centros de investigação e as universidades com menos recursos.

Os estudantes protestam ainda contra a onda repressora do governo e a violência que desencadeou contra os estudantes da Universidade de Montpellier em finais de março passado.

Na Sorbonne e em Tolbiac, os estudantes estão cercados pela polícia.

Paralisações no setor público


Os protestos estudantis juntam-se às paralisações dos ferroviários da SNCF contra a reestruturação privatizadora e às greves do setor público. Na passada segunda-feira, o presidente da SNCF queixou-se de que as greves na empresa ferroviária já custaram mais de 100 milhões de euros.

Também na Air France, os trabalhadores já fizeram sete dias de greve. No setor da eletricidade e do gás os protestos igualmente se multiplicam e as paralisações podem prolongar-se até final de junho, contra a liberalização do setor e em defesa das carreiras dos trabalhadores.

O último protesto conjunto de diversas empresas e setores teve lugar no início de abril, no dia 3, e o jornal Le Monde chamou-lhe “terça-feira negra”.

Para maio está já convocado um dia de greve na administração pública, que será o terceiro dia de greve desde outubro passado. A paralisação é convocada por sete sindicatos do setor e deverá ter elevada adesão em vários setores da administração pública, nomeadamente dos professores. O protesto é contra a redução de trabalhadores, contra a redução do setor público e contra as privatizações.


Esquerda



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